A vida cristã em linguagem cibernética

de noreply@blogger.com (Hermes C. Fernandes)

Tiago Lino
Em um mundo cada vez mais online, fica difícil não associarmos o cotidiano humano à internet. Em um artigo descontraído, vamos refletir algumas posturas da nossa vida cristã, tanto em relação à nossa comunhão com Deus quanto às pessoas, através de termos comuns ao mundo da informática.
Antivírus
Vivemos em uma era de intensa perseguição. Não apenas física, mas política, ideológica e espiritual. Nossa fé é posta em prova o tempo inteiro e precisamos estar protegidos contra essa guerra que não tem fim. Proteja-se! Tome a armadura de Deus, vista-se da verdade do Evangelho e com a couraça da justiça de Deus relevada nele; não abra mão do capacete da salvação e permita à sua mente a transformação que ela precisa sofrer para que você viva para Deus sem a possibilidade de “desviar”, atitude comum de crentes infantis. Tome a espada do Espírito, a Palavra de Deus. Ela é teu refúgio, consolo e remédio contra o erro e a apostasia. Ah, não te esqueças da oração. Nela teu coração será moldado, tua intimidade com Jesus será crescente e Sua vontade conhecida (Ef 6).
Compartilhar
O Evangelho não foi feito somente para você. Faça missões o tempo que puder. Se não for indo a outras nações, que seja na tua rua, na escola, no trabalho, na faculdade. Use meios para te ajudar na divulgação da mensagem da salvação eterna. Facebook, Twitter, Orkut, Blog e outras redes sociais que você venha  usar devem servir de instrumento para que Cristo seja anunciado. Se não for assim, você está usando-as erradamente (Mc 16:15).
Conexão
Esteja em conexão com Deus 24h! E que isso não seja motivado por uma obrigação religiosa, mas por um profundo anseio de estar perto, por meio da oração, da leitura e meditação diárias da Escritura. A vida de grandes homens de Deus, cujas vidas abençoaram outros e contribuíram para a expansão do Evangelho, foram marcadas por uma extrema comunhão e intimidade com Deus. Era um ciclo: quanto mais tinham de Deus, mas queriam (Sl 42).
Download
Traga o céu para tua vida. Busque a Deus até que a influência dos céus seja determinante na tua vida, e não a influência do mundo. Seja guiado pelo Espírito e não por suas vontades, que tem de morrer. Busque a mente de Cristo (1 Co 2:16). Encha-se do Espírito (Ef 5). Seja guiado por Deus.
Lixeira
Uma das evidências da obra de santificação operada pelo Espírito Santo em nós é a conclusão de que algumas práticas, algumas manias e comportamentos presentes em nós, precisam ser excluídos, indo direto para a lixeira. Com freqüência, precisamos nos examinar e verificar o que serve o que não serve para nossa edificação e crescimento espiritual e promover uma limpeza generalizada. Algumas vontades precisam morrer e nossas vidas entregues ao senhorio de Jesus sempre. Precisamos ver Deus. Precisamos ser santos.
Upgrade
A Bíblia nos recomenda ao crescimento da graça e do conhecimento (2 Pe 3). Isso porque é inviável uma vida cristã estagnada e até retrógrada ser possível diante das pressões do mundo em que vivemos. Deus nos chama a uma vida abundante com ele, onde o próximo dia seja de mais intimidade, santidade, dependência, conhecimento das Escrituras, devoção e prática do Evangelho do que o dia anterior. Que o Espírito Santo nos ajude a conseguir.
Tiago Lino (Blog do Lino)
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Luciano Ferrari
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Todas as religiões são iguais

de Ruy B. Marinho

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Por Leonardo Gonçalves 

Muitos afirmam que todas as religiões são iguais. Apesar de não ser verdade, preciso admitir que quase todas as religiões tem algo em comum: todas elas tem um código moral bastante semelhante. Coisas como: Não mate, não minta, não cobice a mulher do teu próximo, não adultere, honre os seus pais, não odeie, não seja caluniador, estão presentes em muitas religiões.
No entanto, é bastante óbvio que todos mentimos, desobedecemos, nos obstinamos, odiamos. Se somos sinceros, somos culpados de muitos dos desvios condenados nas diferentes religiões. O que as religiões do mundo tem em comum? Elas mostram o quão desvirtuados estamos, e quão distante estamos do padrão. Todas apontam para o fato de que estamos, indubitavelmente, perdidos.

Acontece que as religiões param por aí. Elas tornam manifestos os nossos desvios, mas não nos dizem como podemos mudar. Algumas, admito, propõem uma solução para o problema da maldade humana, mas geralmente são regras impossíveis de cumprir. A religião demonstra que todos estamos perdidos, e apenas isso.

A Bíblia também ensina que o homem está perdido, mas não se limita a isso. Ela nos diz que Deus entrou no mundo e assumiu nossos pecados, pagando por eles na cruz. O salvador do mundo levou nossos pecados e por meio do arrependimento e da fé podemos ter uma relação profunda com ele, que durará toda a vida. Em síntese, a religião pode até descrever o que somos, mas somente Cristo nos mostra o caminho para ser diferentes.

As religiões são iguais? Sim, em muitos aspectos. Por isso Jesus veio ao mundo. Aquilo que a religião não pode fazer por nós, Cristo fez na cruz.

Solo Christus. 

Fonte: [ Púlpito Cristão ]

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Luciano Ferrari
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Caio Fábio afirma: A Bíblia não é um livro de Deus

Por Leonardo Gonçalves
Um vídeo do pastor Caio Fábio causou imensa polêmica na internet. Nele, o líder do “Caminho da Graça” nega a inerrância das Escrituras. Segundo ele, a Bíblia é um livro cheio de erros que não deve ser tido como Palavra de Deus. Veja o vídeo:
http://vimeo.com/20640663
 

As declarações de Caio Fabio desencadearam uma série de críticas e contra-argumentaçoes por parte de várias lideranças.
O pastor Renato Vargens, da igreja Crista da Aliança disse que “a Bíblia possui suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; e somente ela é o árbitro de todas as controvérsias”.
Wilson Porte Jr, pastor da igreja Batista Liberade o comparou à serpente do Édem, ao distorcer as Escrituras: “Como pode alguém afirmar que Jesus é a Palavra e depois afirmar que a Palavra contêm muitos erros?”, desabafou.

“É impressionante a quantidade de homens nos púlpitos das igrejas cristãs que não acreditam na autoridade, suficiência e inerrância das Escrituras. Um desastre!”, escreveu o pastor Judiclay Santos.

“Incrível: em dois mil anos de história, NINGUÉM leu a Bíblia tendo Cristo como chave hermenêutica… só o Caio Fábio. E assim a fileira pós-moderna de megalôs é perpetuada, cada um asseverando que tem a verdade inteira e essencial que ninguém tem!”, ironizou Norma Braga na rede social Facebook.
A Declaração de Chicago sobre Inerrância começa dizendo:  ”A autoridade das Escrituras é um tema chave para a igreja cristã, tanto desta quanto de qualquer outra época. Aqueles que professam fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador são chamados a demonstrar a realidade de seu discipulado cristão mediante obediência humilde e fiel à Palavra escrita de Deus. Afastar-se das Escrituras, tanto em questões de fé quanto em questões de conduta, é deslealdade para com nosso Mestre”. Jesus creu e ensinou as Escrituras. Portanto, declarar contra as Escrituras é declarar contra o próprio Jesus.
Mas uma coisa é certa: Ninguém pode negar que Caio Fabio é um homem coerente. Ele realmente vive o que prega: Uma fé capenga baseada numa “biblia fragil e equivoca em matéria de fé”, que abre as portas para ser homossexual, praticar aborto, adulterar e continuar sendo “cristão”. Caio Fábio é “integro”; só que num sentido oposto ao que o cristão deve ser.
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Leonardo Gonçalves, editor do Púlpito Cristão 
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Luciano Ferrari
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Fofoca

de mangaluciano

Qual o sentimento que você tem quando faz fofoca de alguém? A maioria das pessoas não se sentem culpadas e é como se nada tivesse acontecido.
O sentimento gerado dentro  dos que fofocam é de superioridade.
Existem pessoas que gostam de arrasar os outros. James Bryan Smith nos lembra o seguinte: “quando não nos sentimos bem conosco, uma forma de nos sentirmos bem é arrasar outras pessoas” 
Comece a admitir que voce falha também. Não tente esconder ou abafar suas fraquezas.
Talvez voce não seja aquele santo que será canonizado.
Que tal passar um dia sem fazer uma fofoca se quer! Um bom exercício espiritual.
“ Por que voce repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está no seu próprio olho? – Mateus 7:2
Paz e alegria!
Luciano Manga
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Protesto na Marcha para Jesus em São Paulo – dia 14/07 – 1a. chamada

Por Pr. Paulo Siqueira
Mais um ano se passou, e mais uma vez estamos às portas de mais uma edição da Marcha para Jesus em São Paulo. E como tem acontecido há alguns anos, lá estará um grupo de protestantes pacíficos, armados apenas com as mensagens que estamparão suas faixas e camisetas.

As mensagens dizem respeito a abrir os olhos da Igreja para a volta aos ensinos bíblicos, sem as invencionices humanas que andam deturpando a Palavra de Deus. E dizem respeito, também, a uma busca pela atuação ética, e que a Igreja possa “contaminar” a sociedade com os valores do Evangelho.

É muito triste ver que, apesar de haver igrejas em muitos bairros, dificilmente vemos transformação na sociedade. Como é possível que o Brasil apresente estatísticas, onde se estimava em 2000 que mais de 15% da população brasileira era evangélica, e hoje esse número deve ter crescido mais, e mesmo assim a corrupção, a violência, a desigualdade e demais males continuam aumentando? Não deveria ser o contrário, com os cristãos influenciando positivamente o restante da sociedade?

Isso ocorre porque nós, como Igreja, temos nos omitido. Que, pelo menos durante a Marcha dita para Jesus, possamos nos levantar como vozes proféticas, conclamando o povo a fazer aquilo que Jesus requer de nós.

Estaremos, no dia 14 de julho, na Marcha para Jesus de São Paulo, demonstrando que somos contrários à venda de bênçãos e à teologia da prosperidade, à corrupção de algumas lideranças gospel, aos desvios doutrinários, à manipulação dos votos dos fiéis com o fim de obter vantagens políticas, à falta de cuidado (por parte da Igreja) com os pobres, “órfãos e viúvas”. E que somos favoráveis ao Evangelho de Jesus.

Você está convidado(a) a estar lá conosco. Entre em contato, anote nossos telefones (8267-5929 Vera e 8267-6629 Paulo), e participe.

“E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto. Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos. Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus. Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós. Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados. De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem o vestuário. Sim, vós mesmos sabeis que para o que me era necessário a mim, e aos que estão comigo, estas mãos me serviram. Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. E, havendo dito isto, pôs-se de joelhos, e orou com todos eles. E levantou-se um grande pranto entre todos e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam, Entristecendo-se muito, principalmente pela palavra que dissera, que não veriam mais o seu rosto. E acompanharam-no até o navio.” – Atos 20:25-38

Fonte: [ As Pedras Clamam ]
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Luciano Ferrari
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Arqueologia prova: deuses não eram astronautas

de Wesley Alfredo G.de Arruda


Quando era adolescente, li Eram os Deuses Astronautas, de Erich von Däniken. O livro é pura lavagem cerebral, já que sugere numa página coisas como: “Suponhamos que os desenhos primitivos de deuses representassem, na verdade, astronautas.” Mas algumas páginas adiante, o autor afirmava: “Os desenhos primitivos que representavam deuses eram, na verdade, astronautas.” E assim ele vai induzindo os incautos a acreditarem em suas teses absurdas. Alguns anos depois, o próprio Däniken publicou Será que Eu Estava Errado?, admitindo ter errado ou exagerado muita coisa no livro anterior. Por ter tido contato com essas idéias extravagantes no passado é que a notícia abaixo, publicada no G1, me chamou ainda mais a atenção:

“Indiana Jones que nos perdoe, mas nenhum arqueólogo que se preze cairia no conto dos maias alienígenas, como o herói do chapéu e do chicote faz em seu último filme. Não vamos nem entrar no mérito das caveiras de cristal, fraudes óbvias do século 19 produzidas com tecnologia industrial. Duro de engolir mesmo é a idéia, muito disseminada, de que toda civilização antiga com construções nababescas e aparente falta de tecnologia avançada só teria conseguido seus avanços com a ajuda de ETs.

“Uma das expressões mais populares dessa idéia é a expressão “Eram os deuses astronautas?”, cunhada em um dos livros do escritor suíço Erich von Däniken. A tese estapafúrdia diz, grosso modo, que os deuses de quase todas as mitologias antigas eram, na verdade, seres alienígenas que trouxeram técnicas e conhecimentos avançados para os seres humanos primitivos. Os partidários da idéia usam as pinturas e esculturas antigas como ‘evidência’ da passagem desses ‘deuses astronautas’ pela Terra. O único problema é que não se deram ao trabalho de olhar direito o registro arqueológico.

“Primeiro, o registro arqueológico mostra que nenhum povo antigo das Américas (e, aliás, do mundo) jamais andou produzindo caveiras de cristal. Em segundo lugar, sugere que as sementes das grandes civilizações apareceram gradualmente na América Central, no Egito e na ilha de Páscoa, sem a necessidade de qualquer influência externa. E, finalmente, dá indícios claros de que nenhuma tecnologia mágica foi necessária para construir pirâmides ou outros megamonumentos: só conhecimento empírico, bom planejamento e muita, mas muita força bruta mesmo.

“A origem das grandes civilizações americanas, que incluem não só os maias como os astecas, incas, toltecas e olmecas, sempre foi terreno fértil para idéias de jerico e preconceitos. O problema começava já com a maneira de pensar dos conquistadores espanhóis, que não aceitavam que meros ‘selvagens’ pagãos fossem capazes de construir cidades como Tikal, que não chegou a ser vista pelos europeus mas, em seu apogeu, por volta do ano 800, chegou a abrigar mais de 100 mil habitantes.

“No século 19, antes que a construção desses complexos fosse atribuída a alienígenas ou habitantes do continente perdido da Atlântida, ‘várias teorias diziam que a origem da civilização nas Américas tinha se dado com supostas viagens e migrações vindas do Velho Mundo’, escreve Robert J. Sharer, antropólogo e arqueólogo da Universidade da Pensilvânia (EUA).

“‘Assim, os mexicas [astecas], incas e maias eram vistos como colonos esquecidos das civilizações do Egito, da Grécia, de Cartago, de Israel ou de Roma’, diz Sharer. Na verdade, o parentesco biológico dos povos responsáveis pelas grandes civilizações da América com tribos de caçadores-coletores da Amazônia ou do Arizona é indiscutível. A influência egípcia é zero, portanto. Mas, mais importante ainda, os impérios das Américas não surgiram num passe de mágica.

“No mais recente filme da série ‘Indiana Jones’, o arqueólogo-galã dá de cara com pinturas representando alienígenas dando aos povos humanos antigos o conhecimento sobre a agricultura, as técnicas artesanais, a arquitetura e outras artes essenciais para a civilização.

“Ficção à parte, se uma raça avançadíssima do espaço sideral foi mesmo a responsável pelo surgimento das grandes civilizações no nosso continente e em outros lugares, a única coisa que se pode dizer a respeito é que ela foi um bocado incompetente. Isso porque os ancestrais dos maias e outros povos demoraram milênios para começar seus projetos faraônicos. Mapeando a origem de tais culturas, os arqueólogos descobriram uma evolução lenta e gradual, que começa com meros caçadores-coletores e vai tomando fôlego devagarinho, graças inicialmente à domesticação do milho e outros produtos agrícolas entre 7.500 anos e 9.000 anos atrás.

“A centralização de poder e o começo de construções respeitáveis demorou um bocado, conforme as vilas de agricultores começavam a crescer em população e estabelecer redes de alianças e domínios. Os primeiros assentamentos que poderiam ser considerados maias só surgem há menos de 4.000 anos, e os monumentos iniciais desse povo são simples montículos artificiais usados como túmulos há uns 3.000 anos.

“O apogeu da civilização maia começa apenas por volta do começo da Era Cristã, com grandes cidades, pirâmides, praças majestosas e uso extenso de um tipo complicado de escrita. Como tamanhos monumentos de pedra poderiam ter sido erigidos no meio da floresta tropical do México, da Guatemala e de Belize?

“Essas obras não são tão surpreendentes quanto parecem. Embora os maias só contassem com ferramentas de pedra para realizá-las, é preciso lembrar que eles utilizavam quase sempre rochas calcárias, relativamente fáceis de trabalhar nessas condições. Também não há sinais de que eles tenham transportado a matéria-prima de muito longe: as pedreiras calcárias eram quase sempre exploradas localmente pelos governantes maias. (Mesmo que fosse necessário buscar pedras longe, o uso de trenós de madeira pelos egípcios durante a construção das pirâmides mostra que não eram necessários guindastes motorizados para fazer esse tipo de serviço na Antigüidade.)

“Os maias e outros povos da região desenvolveram uma forma relativamente tosca de cimento, também feita à base de rochas calcárias, para o acabamento de seus edifícios. Eles complementavam a falta de ferramentas de metal com um conhecimento teórico bastante avançado de matemática, que lhes permitia boa precisão nas medições de blocos de construção, por exemplo.

“Também nesse caso, assim como nos conhecimentos dos antigos povos da América sobre astronomia, não há nada de mágico. Todos os povos antigos tinham facilidade para acompanhar os ciclos astronômicos naturais por meio de observação sistemática dos céus. Se por algum motivo a cultura deles atribuía um significado religioso e ritual a esses ciclos, um passo natural era desenvolver técnicas para medi-los com precisão – o que, aliás, também foi feito no antigo Egito e na Mesopotâmia (atual Iraque).”

Nota: É interessante notar os paralelos existentes entre a culturas ameríndias e a egípcia, por exemplo, a começar pelas pirâmides. Se pensarmos numa dispersão populacional a partir da Ásia (Monte Ararate), vindo os primeiros grupos para as Américas via Estreito de Bering, fica mais “fácil” entender esses elementos comuns a culturas tão distantes no tempo e no espaço. Nos aspectos lingüístico e tecnológico, elas parecem demonstrar uma mesma matriz cultural e um conhecimento tão avançado que rivaliza com o atual.[MB]

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Luciano Ferrari
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A Heresia Biblicista

de Augustus Nicodemus Lopes
Pois é, li recentemente um comentário na internet de que os “fundamentalistas” são culpados da “heresia biblicista”, que é responsável por matar as igrejas no Brasil. Como a acusação veio de um liberal, é claro que por “fundamentalistas” ele quer dizer “conservadores”, aqueles crentes que crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus. E é óbvio que ele estava se referindo a duas cosas: (1) que os conservadores defendem que a Bíblia é a única fonte de conhecimento salvador acerca de Deus e de Jesus Cristo e que (2) ela é inerrante e infalível. O liberal erra quando diz que nós, conservadores, colocamos a Bíblia como mediadora entre os homens e Deus, deixando Cristo de lado, mas está certo ao dizer que, de fato, cremos na exclusividade e na inerrância das Escrituras. Depois vou escrever mais sobre isto.

Mas, por enquanto, para deixar mais claro o que eu – e só posso falar por mim – penso sobre a inerrância da Bíblia, vai esta aula dada no curso 9 Marcas da Editora Fiel.

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Luciano Ferrari
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DITOS DIFÍCEIS DE JESUS (1)

de Augustus Nicodemus Lopes

DITOS DIFÍCEIS DE JESUS (1)
Uma promessa enganosa? Mateus 10.23

Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem.”

Há diversos “ditos difíceis” de Jesus registrados nos Evangelhos, assim chamados porque o sentido deles nem sempre parece claro ou coerente à primeira vista. Eles têm desafiado a criatividade e a capacidade dos estudiosos por séculos. O fato de que estes ditos foram transmitidos pela Igreja Primitiva e estão hoje nos Evangelhos canônicos é prova de que os primeiros cristãos os consideravam autênticos, muito embora não os entendessem plenamente. Nesta postagem e outras que virão veremos alguns destes ditos.

O primeiro que gostaríamos de mencionar é Mateus 10.23. Estas palavras de Jesus foram pronunciadas aos doze apóstolos após haver-lhes determinado que fossem, de dois em dois, pregar nas vilas e cidades de Israel (ver Mt 10.1-6). O Senhor os instruiu sobre como deveriam levar a cabo a obra de evangelização dos judeus (Mt 10.7-15), advertiu-os quanto aos perigos que deveriam encontrar na jornada, especialmente as perseguições (Mt 10.16-22) e lhes fez esta exortação e promessa: “Quando, porém, vos perseguirem numa cidade, fugi para outra; porque em verdade vos digo que não acabareis de percorrer as cidades de Israel, até que venha o Filho do Homem” (Mt 10.23).

Este dito ou palavra do Senhor Jesus (sublinhado acima) é considerado difícil porque aparentemente se trata de uma profecia não cumprida, pois seus discípulos terminaram a missão (ver Lc 9.10) e a “vinda” do Filho do Homem não aconteceu. As palavras de Jesus parecem dar a entender que Ele esperava a manifestação plena do Reino de Deus durante a missão dos Doze em Israel, mas esta expectativa se frustrou.

Várias soluções têm sido dadas para esta passagem difícil. Reconhecemos que nenhuma delas explica de forma completa e satisfatória o sentido do que o Senhor Jesus quis dizer. Há, porém, algumas que são menos problemáticas, enquanto que outras são inaceitáveis.

1. Alguns estudiosos, sem compromisso com a inspiração, veracidade e autoridade da Bíblia, insinuam que estas palavras não foram realmente pronunciadas por Jesus, mas que foram compostas por seus discípulos e posteriormente atribuídas a Ele, quando o Evangelho de Mateus foi escrito. Os discípulos, após a morte e ressurreição de Jesus, estariam vivendo numa expectativa muito grande quanto à Sua segunda vinda, que consideravam iminente e próxima. E para justificar esta ansiedade fervorosa, atribuíram a promessa ao próprio Jesus, de que Ele retornaria ainda durante o tempo em que o Evangelho estava sendo pregado aos judeus, antes da destruição de Jerusalém. Entretanto, esta solução levanta problemas ainda maiores, especialmente quanto à confiabilidade da Bíblia e a honestidade e inteligência dos discípulos. Parece plausível que os discípulos tivessem criado uma mentira para justificar para si mesmos e para os demais cristãos a esperança iminente do retorno do Senhor? E se eles fizeram isto, porque mantiveram este dito falso e mentiroso no Evangelho, mesmo após a destruição de Jerusalém e o fim da missão judaica no século I? Eles estavam sendo perseguidos pelos judeus e pelos romanos. Seria suicídio intelectual manter no livro sagrado deles uma promessa do fundador da sua religião que claramente não havia se cumprido, especialmente se eles sabiam que Ele nunca falou estas palavras. Entretanto, este dito de Jesus está em todas as cópias do Evangelho de Mateus de que dispomos hoje. Ele foi mantido, mesmo sendo difícil, pela simples razão de que os discípulos sabiam que havia sido o próprio Senhor que o havia pronunciado.

2. Outros estudiosos críticos consideram o dito como sendo uma autêntica profecia de Jesus, porém equivocada. Acham que Jesus se enganou. Na opinião destes estudiosos – e entre eles estava o famoso teólogo, médico e músico alemão Albert Schweitzer – Jesus esperava realmente que através da missão dos doze apóstolos entre os judeus o Reino de Deus se manifestasse em toda sua plenitude, e que Ele fosse claramente manifestado por Deus como Filho de Deus e o Messias de Israel diante da nação, que o haveria de reconhecer e aceitar. Daí ter feito esta promessa aos discípulos. Quando os discípulos voltaram e o Reino não se manifestou, Jesus resolveu forçar a sua vinda encaminhando-se para Jerusalém, como Rei de Israel. Mas, conforme ensinou Schweitzer, foi rejeitado pelos líderes da nação, foi traído por Judas, abandonado pelos demais discípulos, e morreu crucificado, sem entender porque Deus o havia desamparado e por que a sua expectativa foi frustrada (“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mt 27.46). Entretanto, esta solução, como a anterior, cria problemas graves, pois sugere que Jesus nada mais era que um profeta iludido com sua própria megalomania. A grande questão é por que os discípulos mantiveram este dito “equivocado” de Jesus no Evangelho, visto que só contribuiria para desacreditar a mensagem cristã? Além disto, como explicar que os discípulos continuaram a crer e a seguir a Jesus após uma prova tão evidente de que Ele havia se equivocado, e que, portanto, era um homem falível como qualquer outro?

3. Outros estudiosos consideram que a promessa de Jesus se cumpriu com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. A “vinda” do Filho do Homem teria sido o julgamento e juízo da nação de Israel pela rejeição do Messias. Jesus “veio” na pessoa dos exércitos romanos e assim cumprindo cabalmente a sua promessa. Ainda outra interpretação acha que a “vinda” aconteceu em Pentecostes. Estas respostas pelo menos partem do pressuposto que a Bíblia é inspirada e verdadeira, ao contrário das anteriores que admitem erros e enganos em Jesus e na Bíblia; porém, estas duas soluções não satisfazem plenamente. Uma das maiores dificuldades contra elas é o fato de que a expressão “a vinda do Filho do Homem” é usada em Mateus para se referir à segunda vinda de Cristo, em glória visível, a este mundo (veja Mt 24.27,37,39), bem como outras expressões similares, tais como “quando vier o Filho do Homem” (Mt 25.31). Interpretá-la como se referindo à destruição de Jerusalém ou Pentecostes é forçado.

4. Uma última interpretação entende que Jesus estava se referindo à missão mundial e futura de evangelizar os judeus, a qual ainda não se completou. A ida dos doze para pregar nas vilas de Israel apenas inaugurava esta missão, que continuou com Paulo e o moderno movimento missionário, e ainda não se concluiu. Em outras palavras, o que o Senhor quis dizer aos discípulos foi que a evangelização de Israel não se completaria antes do fim da era presente, que será marcada pela vinda do Filho do Homem. E que até lá haveriam perseguições. Algumas evidências fazem desta interpretação uma das menos complicadas:

No texto paralelo em Marcos o Senhor disse, “Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações” (13.10). Muito embora aqui o Senhor tenha incluído gentios e judeus, o princípio é claro: antes do fim do mundo, as nações – inclusive Israel – serão evangelizadas.
O próprio Mateus registrou algo similar: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (24:14).

O apóstolo Paulo mencionou ainda que “todo o Israel” seria salvo antes da consumação (Rm 11.25-27). Muito embora a interpretação desta passagem seja disputada por alguns, uma forte corrente reformada defende que se refere à conversão dos judeus antes da vinda do Senhor.
Se tomados juntos, estes versos ensinam que, antes da vinda do Senhor, a Igreja deverá ter anunciado o Evangelho a todas as nações, Israel inclusive. A passagem “difícil” de Mateus 10.23 é mais bem entendida assim. Naquela ocasião, o Senhor Jesus referiu-se somente a Israel, pois era este o contexto da comissão evangelizadora que ele deu aos doze.

Conforme a teologia reformada, há passagens na Bíblia que não são claras em si mesmas e nem igualmente claras a todos (Confissão de Fé de Westminster, 1.7). Os “ditos difíceis” de Jesus se enquadram nesta categoria. Portanto, mesmo entre reformados poderá haver diferença de interpretação quanto a eles. Entretanto, há interpretações aceitáveis e outras inaceitáveis. As primeiras partem da premissa que não há erro nas Escrituras, e que o dito é difícil por falta de conhecimento nosso, e também que nem sempre teremos respostas para todas as dificuldades da Bíblia. As interpretações inaceitáveis partem da premissa que a dificuldade pode ter sido criada por um erro de Jesus ou dos autores dos Evangelhos. Isto rejeitamos veementemente.

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Luciano Ferrari
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Indonésio é condenado a 30 meses de prisão após escrever “Deus não existe” no Facebook – Notícias – UOL Notícias


O indonésio Alexander Aan foi condenado a dois anos e meio de prisão e será obrigado a pagar uma multa de US$ 10 mil por ter escrito mensagens ateístas em sua página do Facebook. A Justiça da Indonésia o considerou culpado por “espalhar informações que incitam o ódio religioso e animosidade”. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (14).

Deve continuar duvidando da existência de Deus; mas que o Diabo existe ele já tem certeza.

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Luciano Ferrari
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Julgar

Lembram do Manga do Oficina G3? Para aqueles que não se lembram ele saiu para ser pastor e hoje visitando seu blog resolvi compartilhar esse post:

Porque será que somos tão rápidos em julgar as pessoas? Que facilidade de falarmos mal dos outros. Se alguém tem um  comportamento que desaprovo ou se vejo alguma falta a “ engenharia da condenação” (termo usado por Dallas Willard) entra em ação.
Queremos colocar as pessoas na linha e com isso utilizamos a repreensão verbal ou um julgamento punitivo.
Podemos corrigir as pessoas, porém com atitudes que sejam frutos de um coração amoroso e servo.
Considero apropriado lembrá-lo (a) o que disse a Madre Teresa de Calcutá: “ Se você julgar as pessoas, não terá tempo para amá-las”.
Convido(a) a ter um coração diferente quando ver alguém errando ou agindo de uma maneira que desaprove. Deixe de ser menos egoístas.
James Bryan Smith escreveu que: “ ao julgar os outros demonstramos, na verdade, que nos importamos  mais conosco do que com a pessoa que estamos julgando” 
Pense nisso!
“ Não julguém, para que vocês não sejam julgados. Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês” – Mateus 7:1
Paz e alegria!
Luciano “Manga”

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