IURD construirá réplica do Templo de Salomão com pedras trazidas de Israel

Não agüento mais esta superstição evangélica! Quando eu achava que já vi de tudo no meio evangélico, aparece uma dessas! A Igreja Universal de Edir Macedo vai construir uma réplica do Templo de Salomão com pedras trazidas de Israel. E ainda terá uma réplica da Arca da Aliança! Leia a notícia completa logo abaixo. Por favor, parem a terra que eu quero descer!!!

“Com bases em orientações bíblicas, a Igreja Universal do Reino de Deus construirá a réplica do Templo de Salomão, aqui no Brasil, na cidade de São Paulo (SP). Será uma mega igreja, com 126 metros de comprimento e 104 metros de largura, dimensões que superam as de um campo de futebol oficial e as do maior templo da Igreja Católica da cidade de São Paulo, a Catedral da Sé. São mais de 70 mil metros quadrados de área construída num quarteirão inteiro de 28 mil metros. A altura de 55 metros corresponde a de um prédio de 18 andares, quase duas vezes a altura da estátua do Cristo Redentor. Com previsão de entrega para daqui a 4 anos, a obra será um marco na história da Igreja Universal do Reino de Deus.

O complexo também contará com 36 Escolas Bíblicas com capacidade para comportar aproximadamente 1,3 mil crianças, estúdios de tevê e rádio, um auditório para 500 pessoas, além de um estacionamento para mais de mil carros.

Projetado para causar o menor impacto possível ao meio ambiente, o templo será construído com materiais reciclados e regionais de alta tecnologia, que proporcionarão o uso racional da energia, possibilitando a reutilização de água e calor.

Na área externa será feito um memorial com 250 metros quadrados que poderá ser usado como um espaço para exposições e eventos. A ideia seria contar ali não só a história da Igreja, mas também explicar um pouco do funcionamento do templo como obra de engenharia.

De acordo com o arquiteto e autor do projeto, Rogério Silva de Araújo, o empreendimento é arrojado e emprega tecnologia de ponta, para que quando as pessoas entrem no local, viajem pelo tempo e sintam-se como se estivessem no primeiro templo construído por Salomão. “Começando pela fachada, passando pelo átrio e chegando internamente na nave, criamos uma visão de maneira a remeter as pessoas ao passado. Para tanto, estamos nos valendo de toda tecnologia de ponta associada ao bom senso na arquitetura de maneira a não criar este choque de épocas”, diz Araújo.

Ainda dentro da Igreja, uma arca representando a Arca da Aliança será colocada sobre o altar com o objetivo de proporcionar um efeito tridimensional, que, quando aberta, poderá ser observada totalmente em seu interior e também refletirá no batistério, criando a sensação, durante o batismo, de que a pessoa estará se batizando dentro da Arca. Na face frontal do altar serão aplicadas doze pedras representando as doze tribos de Israel, e todo o altar será ladeado por duas colunas diferenciadas chamadas Joaquim e Boaz, nomes também citados na Bíblia. A Igreja será no Brás (zona leste da capital paulista) e terá capacidade para mais de 10 mil pessoas sentadas.

De acordo com o bispo Edir Macedo, o local não será de ouro, mas as riquezas de detalhes empregados em cada parte do templo serão muito parecidas com os do antigo santuário. “Nós encomendamos o mesmo modelo de pedras de Jerusalém que foram usadas por Salomão, pois vamos revestir as paredes do templo com elas. Nós queremos que as pessoas tenham um lugar bonito par buscar a Deus e também a oportunidade de tocar nessas pedras e fazer orações nelas.”, comentou o bispo durante reunião realizada em São Paulo. Ele acredita que a visitação ao Templo não se limitará somente aos fieis da IURD, mas se tornará um ponto turístico e cultural, que atrairá pessoas do mundo todo.

Para o presidente da Juventude Judaica Organizada, Persio Bider, a iniciativa poderá promover um melhor entendimento ao povo brasileiro não judaico a respeito de Israel e dos judeus, eliminando preconceitos e o antissemitismo, ainda presente na sociedade. “Somente por meio do conhecimento mútuo poderemos erradicar qualquer tipo de preconceito ou discriminação por parte de ambos e, assim, trabalharmos juntos no que temos de semelhanças e nos respeitarmos no que pensamos e acreditamos de diferente. Temos muito em comum e precisamos nos unir para que seja possível trabalharmos ativamente em uma sociedade mais justa, positiva e focada em uma coexistência e inter-religiosidade plena, razão pela qual acredito ser muito interessante a iniciativa do bispo Macedo, que entendo amar muito a Terra de Israel e o povo judeu”, afirma Bider”.

Fonte: [ Portal do Beirú ]
Via: [ Blog dos Eleitos ]

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Luciano Ferrari
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Bola no pé, Bíblia na mão

País-sede do próximo Campeonato Mundial de Futebol, Brasil poderá ser um campo aberto ao evangelismo em 2014. A proximidade entre a fé evangélica e o futebol, aliás, também tem crescido por aqui. Desde a final da Copa de 1994, realizada nos Estados Unidos, o assunto chama a atenção.

Não deu para a seleção brasileira levantar o título da Copa do Mundo da Fifa, mas o time de Cristo escalado no país do futebol bateu um bolão na África do Sul. Ao todo, foram mais de 250 missionários brasileiros anunciando o Evangelho de Jesus na África do Sul, onde neste domingo se encerra a maior competição do futebol mundial com a partida entre Espanha e Holanda. Apesar de certo desconsolo pela perda do sonhado hexacampeonato – afinal, eles são cidadãos do Reino de Deus, mas também do país do futebol –, os obreiros voltam para casa felizes da vida. “Eu nunca mais serei o mesmo”, diz João Batista, um dos voluntários que aproveitaram o Mundial para ganhar almas para Cristo. Usando a linguagem internacionalmente aceita do futebol, eles participaram de cultos ao ar livre, impactos evangelísticos, visitações a escolas e hospitais e atividades artísticas, educativas e esportivas com temática cristã – inclusive escolinhas de futebol para crianças carentes nos arredores das principais cidades sul-africanas.

“Esse tipo de evangelismo durante eventos como a Copa do Mundo ou os Jogos Olímpicos não focam apenas os turistas, mas também a população local”, destaca Marcos Grava, coordenador de Esportes e Evangelismo da Missão Batista Internacional, uma das entidades que participam da Conexão África, promovida pela Coalizão Brasileira de Ministérios Esportivos. Segundo ele, os evangélicos devem aproveitar as imensas oportunidades abertas para a pregação da fé nessas ocasiões, inclusive para alcançar pessoas oriundas de países fechados ao Evangelho, que de outra forma jamais ouviriam a Palavra de Deus. Nesta Copa, por exemplo, nações de regimes fechados para a fé cristã, como a comunista Coreia do Norte e a muçulmana Argélia, estiveram representadas na África do Sul.

“A maioria das pessoas aqui estão concentradas nos jogos, mas nós, como povo de Deus, usamos diversas estratégias para anunciar as Boas Novas”, concorda a missionária brasileira Vanessa Faustini, da Igreja Batista de Curitiba. Ela chegou à África do Sul em março e fica pelo menos até agosto, a serviço de Jovens com Uma Missão (Jocum). “Como a organização mobiliza equipes do mundo inteiro nesses eventos, a Igreja local também é beneficiada e encorajada”. Vanessa diz que a ênfase é sempre de trabalhar com as igrejas do país que sedia a competição – afinal, é ali que os novos convertidos irão congregar. Além disso, diz ela, os evangelistas brasileiros têm uma vantagem a mais: a grande popularidade mundial do futebol verde-e-amarelo, “Consegui me aproximar mais facilmente de muitos africanos por ser do Brasil”, conta. Para iniciar a conversa, nada melhor do que falar o nome de craques famosos, como Kaká, Robinho ou Ronaldinho, que mesmo não tendo ido à Copa é muito popular, sobretudo entre as crianças.

Fé e polêmica – As palavras da jovem missionária brasileira ganham relevância quando se sabe que o país sediará a próxima Copa do Mundo Fifa, em 2014. Nesta semana, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, esteve em Johanesburg para o lançamento oficial da competição. Ainda faltam quatro anos, tempo suficiente para a Igreja Evangélica brasileira, que tem crescido exponencialmente nos últimos anos, preparar-se para entrar em campo com a bola no pé e a Bíblia na mão.

A proximidade entre a fé evangélica e o futebol no Brasil, aliás, também tem crescido. Desde a final da Copa de 1994, realizada nos Estados Unidos, o assunto chama a atenção. Ali, durante a decisão do título entre as seleções de Brasil e Itália, aconteceu aquele que foi considerado o duelo entre Jesus e Buda. A última cobrança de tiro livre direto foi confiada ao italiano Roberto Baggio que professa o budismo. No gol, o brasileiro Taffarel, crente em Jesus. O italiano chutou para fora, deu o título ao Brasil e os crentes deram glórias a Deus.

De lá para a cá, a quantidade de craques que professam o Evangelho só fez crescer. O mais conhecido deles é o meia Kaká, considerado pela Fifa o melhor jogador do mundo em 2007. Ligado a uma igreja neopentecostal de São Paulo, o atleta é um evangélico convicto, que garante ter chegado virgem ao casamento e contribuir fielmente para sua igreja com os salários milionários que recebe do Clube Real Madrid, da Espanha, onde joga. Além disso, é comissário voluntário da ONU para a infância e faz questão de usar adereços com motivos evangélicos, como uma camiseta com a legenda “I belong to Jesus”.

Ele e outros jogadores brasileiros de ponta, como o zagueiro Lúcio, o meia Kléberson e o atacante Luís Fabiano, que estiveram em África do Sul-2010, já até despertaram polêmicas por seu engajamento religioso. Na última edição da Copa das Confederações, competição vencida pela seleção brasileira em 2009, eles foram alvo de protestos de outras federações e até da Fifa por conta do que seria um exagero na divulgação da mensagem religiosa nos estádios. Antes desta Copa do Mundo, a Fifa até enviou representantes à delegação brasileira para recomendar moderação nas expressões de fé. Ficou decidido que as camisetas com mensagens cristãs não poderiam ser usadas, mas Kaká não se fez de rogado: pediu ao seu patrocinador que a palavra “Jesus” fosse impressa em sua chuteira. Sem muito resultado – jogando um futebol apático, como todo o time brasileiro, Kaká pouco foi notado em campo neste Mundial.

Ainda não dá para saber se o meia, de 28 anos, estará em campo em Brasil-2014. Contudo, com o expressivo crescimento da Igreja brasileira, que já tem cerca de 35 milhões de fiéis, e a habilidade nacional coma bola, é certo que o país terá muitos crentes em ação na próxima Copa do Mundo – não apenas dentro, mas principalmente, fora das quatro linhas, proclamando o nome de Jesus no país do futebol. E, melhor ainda, se puder também comemorar o hexa…

Carlos Fernandes

Fonte: Cristianismo Hoje

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Luciano Ferrari
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Uma religião anti-cristã – Entrevista com Didi Coman

Portas Abertas tem trabalhado de forma intensiva com o chamado para o mundo árabe, região onde o Irmão André diz representar um desafio maior do que foi a Cortina de Ferro, que marcou o início da Missão.

Que diferenças há entre esses dois contextos sobre a perseguição aos cristãos?

No período da Cortina de Ferro, as pessoas sofriam por causa de uma ideologia. Já no mundo islâmico, os cristãos sofrem por conta de uma religião anticristã. O islã é um desafio maior porque a religião parece estar mais enraizada na forma de pensar das pessoas ao longo dos séculos. Embora o ponto de partida seja diferente, o resultado é praticamente o mesmo: intimidação pessoal, dificuldade de ter ou encontrar algum emprego e, por último, ser preso ou morto. Em ambos os regimes, os cristãos vivem sob pressão e/ou intimidação.

Até que ponto a cultura religiosa local influencia os governos a adotarem medidas anticristãs? Aonde começam estas iniciativas discriminatórias?

Nos países muçulmanos, a religião é parte integral da sociedade. Não há divisão entre religião e Estado. As leis do Estado são baseadas na religião. O islã é a sua forma de vida. Quando você não coopera com isso, então começa a discriminação.

No contexto oriental, as mulheres não são valorizadas, sem mencionar os lugares onde são consideradas propriedades dos homens como em algumas sociedades africanas e asiáticas. Quais as restrições que uma nova convertida ao Evangelho enfrenta nessas sociedades? O que pode acontecer caso ela torne pública sua fé?

Na maioria destes países, as mulheres são respeitadas desde que cumpram seu papel e deveres no meio em que vivem. Elas são capazes de estudar e serem parte integral da sociedade, dentro de certo contexto. Na maioria dos países ocidentais, temos uma cultura de culpa. Na maioria dos países orientais, temos uma cultura de vergonha. Se a mulher não cumpre seu papel na sociedade, elas envergonham seus parentes. Quando se tornam cristãs, não mais cumprem seu papel e estão completamente cientes disso. Grande parte delas não expõe abertamente sobre a conversão ao cristianismo em respeito às suas famílias. Caso tornem pública sua fé, então são trancafiadas, surradas, expulsas de casa, etc.

Em seu contato com famílias cristãs que enfrentam perseguição, como você avalia suas vidas? Até que ponto elas são capazes de compartilhar sua privacidade, conforto e até mesmo segurança em prol da obra de Deus?

Quando a família toda é cristã, elas apenas têm de enfrentar perseguição de fora. Algumas vezes, outros membros da família não querem ter contato com elas, algumas vezes, elas serão despedidas de seus empregos, vigiadas pelas autoridades e sem nenhuma liberdade em suas vidas privadas, sentindo-se sempre inseguras sobre seu futuro e sobre quem as vigia. Quando somente um ou dois membros da família são cristãos, as pessoas têm de tomar cuidado dentro de suas próprias famílias. Algumas vezes, elas são expulsas de casa, relacionamentos são destruídos e, como me disse um rapaz recentemente: ‘Perdi tudo (casa, noiva), mas ganhei Jesus como meu Salvador. Então, tenho tudo que preciso!’

Quais os efeitos da perseguição religiosa sobre a família de um obreiro cristão?

Recentemente, encontrei-me com a esposa de um líder cristão que está preso. Seus filhos eram muito dedicados ao pai, especialmente o mais novo. Todo dia ele chorava sentindo a falta do pai. Ela estava abandonada. Até mesmo seus amigos e membros da igreja tinham medo de ter contato com ela. Eles temem que a polícia vá a suas casas e as possíveis conseqüências. Este é apenas um exemplo, mas os membros da família também sofrem. Acontece também que, devido à perseguição do homem, não há mais renda e, em alguns casos, nem mesmo uma casa para morar, etc. Em geral, é a solidão.

A Igreja Evangélica tem uma presença forte das mulheres. No Brasil, estima-se que, a cada 10 cristãos, 6.5 são mulheres. Quais as razões da predominância de mulheres na Igreja?

Talvez as mulheres sejam mais sensíveis, mais abertas ao Evangelho. Na bíblia, vemos que Jesus, após a Ressurreição, encontrou-se primeiro com as mulheres. E isso não acontece somente no Brasil, mas também em outros países pelo mundo. Os verdadeiros motivos? Não há uma resposta clara!

Em contrapartida, com o advento do ministério pastoral feminino, o papel das mulheres, que sempre teve pequena expressão, está agora aumentando. Mas as grandes denominações e organizações religiosas ainda não são dirigidas por mulheres. O que é necessário para mudar essa mentalidade e fazer com que as mulheres cristãs tenham um papel na Igreja que mereçam e tenham a habilidade de pô-lo em prática?

Deus nos diz na bíblia que Adão e Eva foram criados e ambos complementavam um ao outro. “Então criou Deus o homem à sua própria imagem… Macho e fêmea os criou” (Gênesis 1:27). Juntos, macho e fêmea foram chamados ‘o homem à sua imagem’. Ambos têm seus papeis específicos e lugares dentro do Reino de Deus. Deus deu a todos nós, homens e mulheres, dons específicos e talentos. O papel da mulher na Igreja tem sido muitas vezes subestimado ao longo da história. Desse modo, que a Igreja se levante e dê a cada pessoa o lugar que merece de acordo com seus próprios dons e talentos. E também, de uma vez por todas, às mulheres. O mais importante não é que a mulher dirija uma igreja, mas que cada pessoa seja capaz de desenvolver, dentro da Igreja, os dons específicos e talentos que Deus lhe deu; homens e mulheres!

Quais são as maiores necessidades da Igreja Perseguida hoje?

As maiores necessidades são: Apocalipse 3:2: “Desperta! Fortalece o remanescente que está para morrer…”. A Igreja ‘livre’ tem que despertar para ‘cuidar’ daqueles que são parte do mesmo corpo, mas sofrem! Primeiramente, através de orações, encorajando, sendo informado, também através de Portas Abertas, e dando dinheiro para comprar bíblias e material de estudo. A maior necessidade: vamos nos levantar como Igreja livre e dizer a todos sobre a parte do nosso corpo que sofre e precisa de nosso apoio!

Em sua opinião, por que a obra missionária está tendo cada vez menos apelo na Igreja Ocidental?

Em muitas igrejas, parece que há mais e mais pessoas indiferentes, ocupadas com suas próprias coisas, ganhando dinheiro, com todos os tipos de atividade na sociedade, ocupadas em cada aspecto de suas vidas. Existe talvez uma falta de responsabilidade em relação à divulgação do Evangelho. Além disso, como está o desenvolvimento e o ensino sobre a obra missionária dentro da Igreja? Em algumas igrejas, isso também está diminuindo. É mais fácil ter seu Deus pessoal e estar em sua própria zona de conforto. Assim, sente-se mais seguro. Seria egoísmo?

Quais os tipos de atividades que você desenvolve?

Eu viajo em prol da Igreja Perseguida. Primeiramente, para me encontrar com as pessoas que quero encorajar, cuidar delas, orar com elas e animá-las. Além disso, quero que a Igreja do mundo livre saiba que há outra parte do nosso corpo que sofre. Quero ser a sua voz uma vez que eles (a maioria) não são capazes de falar por si.

Pelo que você viu, o que pode dizer sobre a Igreja Evangélica brasileira e qual sua expectativa sobre os resultados de sua vinda ao Brasil?

Em primeiro lugar, eu e meu esposo (Ben) experimentamos muito calor humano e abertura dentro da Igreja Evangélica brasileira. Na maioria das igrejas, houve abertura para receber a mensagem da Igreja Perseguida. Através da mensagem, a ligação com a Igreja Perseguida foi feita ou renovada. Houve também uma conscientização da necessidade de oração e percepção de que a Igreja Perseguida é parte de nós. Como algumas mulheres me disseram: ‘Nós sabíamos que devíamos orar, mas agora sabemos que é essencial que haja mais oração por eles!’.

Didi Coman é casada com Ben e têm 3 filhos e 11 netos. Alguns anos depois de o casal ter se convertido, em julho de 1977, ambos foram convidados para trabalhar no ministério em tempo integral da Portas Abertas, sendo assim, já estão na organização há mais de 30 anos.

Ben Coman é irmão do presidente emérito da Portas Abertas Internacional. Ele envolveu-se com entrega de Bíblias, livros cristãos e outros materiais para a Igreja que se encontrava atrás da Cortina de Ferro, em especial a Romênia, por isso, muitos o chamavam de Sr. Romênia.

Fonte: Cristianismo Hoje

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Luciano Ferrari
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O livro mais mal-humorado da Bíblia

Olá Pessoal!

Estou de volta das férias com uma sugestão legal de um novo livro do Ed René Kivitz para vocês.

Sinopse

Uma sucessão de fatos sem sentido ou um conjunto de sentidos sem nenhum fato? Seria essa a vida que você deseja? Qual o tipo de vida que você tem vivido? Muitas pessoas passam anos de sua vida, senão toda ela, buscando um sentido para vivê-la. Alguns o encontram, outros não.

No mundo de hoje é fundamental que o ser humano reflita sobre o tipo de pessoa que é e o que está construindo. Eclesiastes é fruto das reflexões de Salomão, o qual – após viver de tudo e desfrutar de tudo, depois de alcançar o trono de Israel, poder e riquezas – conclui que a vida não passa de “vaidade”.

Ed René Kivitz investiga a mensagem deixada por Salomão em busca das respostas que a humanidade persegue desde os primórdios e com rara habilidade desvenda o nó da existência humana.

Em sua releitura de Eclesiastes, Kivitz nos mostra que é possível vencer os amargos obstáculos da vida e ultrapassar as barreiras do tédio, do utilitarismo, da morte, da injustiça, da religião, do dinheiro, da pretensão, do crime, da fatalidade, da insensatez, da luta pela sobrevivência, do tempo e da ausência de sentido.

Eclesiastes retrata a vida como ela é, suas facetas mais obscuras, sem floreios e amenizações. Ed René mostra que existe um sentido para nossa existência e permanência na Terra e revela como encontrar esse sentido tomando as decisões certas, atendo-se ao que realmente importa. Ele enfoca que, mesmo com tantas adversidades, a vida vale a pena ser vivida!

Clique aqui e confira o comercial exibido na rede Bandeirantes, durante o programa Viva com Propósitos.

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Luciano Ferrari
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Campeões da fé: Lembre-se dos cristãos perseguidos quando assistir aos jogos da Copa do Mundo de Futebol

Você sabia que três países que participarão da Copa do Mundo fazem parte das nações que mais perseguem os cristãos?



Anualmente, a Missão Portas Abertas lança a Classificação de países por perseguição, lista que relaciona os 50 países mais intolerantes ao cristianismo. Dentre eles, estão a Coreia do Norte, Argélia e Nigéria, nações que ocupam o 1º, 25º e 27º lugares respectivamente.

A seleção brasileira estreia no mundial jogando contra a equipe norte-coreana no dia 15 de junho. Se não fôssemos cristãos, poderíamos pensar que essa é uma grande “coincidência”, mas ver nossa seleção – composta por jogadores que vivem em um país livre e não enfrenta perseguição religiosa severa – jogar contra a seleção que representa o país mais fechado ao Evangelho e pelo qual tanto oramos é muito “de Deus”.
Imagine se os atletas cristãos brasileiros tivessem a oportunidade de, com toda a sabedoria e direção do Espírito Santo, evangelizar os norte-coreanos. Será que não descobriríamos que alguns daqueles jogadores são cristãos secretos?
O jogador japonês Jong Tae-Se, naturalizado norte-coreano, cedeu uma entrevista à Sportv. Nela, ele disse que gostaria que as pessoas mudassem a opinião que têm a respeito de seu país. O interessante é que ele usava uma corrente com uma cruz, ou melhor, duas cruzes! Será que esse corajoso rapaz é cristão? Ou ainda que não seja, será que essa atitude não demonstra o desejo de que seu país seja menos rigoroso e as pessoas possam seguir sua fé de forma verdadeira?

O que temos acompanhado na mídia é que a delegação norte-coreana já criou várias proibições de aproximação entre a mídia e seus jogadores.

Os brasileiros poderão torcer e celebrar a partida, já a nação norte-coreana, não. O presidente, Kim Jong Il, decidiu que os jogos só passarão na TV estatal, porém não serão transmitidos ao vivo. Somente os melhores momentos dos jogos que o time vencer serão exibidos.

A Coreia do Norte ocupa a primeira colocação na Classificação há oito anos consecutivos. Ser cristão naquele país é uma experiência muito árdua. Caso seja descoberto, o cristão é enviado para campos de trabalhos forçados, onde são tratados de forma precária e muitos morrem de fome. Além disso, pode-se ser executado publicamente para que outros desistam de sua fé, ou ainda toda uma família pode ser dizimada, sendo ou não cristã.
Todo cidadão norte-coreano é obrigado a usar um broche com a imagem de Kim Il-Sung, pai do atual presidente, além de curvar-se e pedir a bênção diante de sua estátua. Por todos os lados existem quadros e fotografias do líder, que é chamado de “grande pai”. Pela manhã, os microfones de Pyongyang, capital do país, tocam uma música lembrando o falecido presidente.

A escolha pela fé naquele país comunista e de grande repressão implica um alto preço. Porém eles continuam lutando e não desistem. Eles enfrentam as mais duras ameaças, mas o amor por Cristo é maior do que o medo da morte.

Quando nosso país estiver em campo com esses atletas, lembre-se de que milhares de norte-coreanos necessitam do amor de Deus. Além dos nossos irmãos que vivem sob condições difíceis de sobrevivência, toda a nação precisa da liberdade encontrada em Cristo.

Argélia

Já na Argélia, 99% da população é muçulmana. Apesar de haver milhares de cristãos argelinos, eles representam menos de 0,5% da população e se reúnem nos lares secretamente.
A nação está localizada no norte da África e é um dos maiores países do mundo. Lá, o testemunho cristão é proibido. Em 2006, o Decreto 6-3 restringiu os cultos não islâmicos. Ele proíbe qualquer ação que “incite, obrigue ou se utilize de meios indutivos objetivando a conversão de um muçulmano para outra religião, ou usando para esse fim (…) qualquer outro estabelecimento, ou recurso financeiro”.

A punição para tais atividades é de dois a cinco anos de prisão e multa. Somente igrejas autorizadas pelo governo têm permissão para se reunir.

Entretanto, sob a lei civil, a conversão não é ilegal. Organizações missionárias são autorizadas a realizar atividades humanitárias sem a intervenção do governo, desde que não evangelizem muçulmanos. Conversões do islamismo ao cristianismo acontecem, embora sejam em pequena quantidade. Com frequência, trabalhadores cristãos são ameaçados e atacados por extremistas, muitos sendo martirizados.

Até o momento, nenhum cristão argelino foi sentenciado à prisão com base em acusações religiosas. Suspender as sentenças é uma forma de o governo argelino proteger-se de grupos de direitos humanos, mostrando-lhes que não há cristãos condenados nas cadeias. Os que estão sob julgamento, porém, ou apelando de suas sentenças, afirmam que essa publicidade negativa atrapalhou os negócios e a vida familiar.

Nigéria

A Nigéria, 27ª colocada na lista dos que mais perseguem os cristãos, além das diferenças étnicas, é uma nação dividida pela religião. No norte a maioria da população é muçulmana e no sul, cristã.

Constitucionalmente, a Nigéria é um Estado laico com liberdade religiosa. Durante quase 40 anos, o governo no norte deu tratamento preferencial a muçulmanos e discriminou os cristãos. Pouco foi feito para pôr um fim à perseguição e, como resultado, muitas igrejas foram queimadas e cristãos foram mortos.

Embora exista liberdade para evangelizar, há uma forte oposição dos muçulmanos contra os cristãos que procuram praticar esse ministério. A oposição islâmica já foi responsável pela morte de muitos mártires. Apenas entre 1982 e 1996, ocorreram mais de 18 conflitos de grande escala entre cristãos e muçulmanos no norte da Nigéria.

Tais conflitos deixaram um saldo de mais de 600 cristãos mortos e cerca de 200 igrejas incendiadas.

Ainda hoje, vários ataques contra os cristãos têm acontecido no país. Este ano, mais de 500 foram mortos. Muitas mulheres ficam viúvas, pois seus maridos, pastores, são mortos pelos extremistas e a elas fica a incumbência de cuidar da família.

Intercessão

Quando assistirmos os jogos da Copa este ano, devemos lembrar que milhões de cristãos em alguns dos países que participam do evento estão sendo perseguidos. Devemos interceder por seus governantes e autoridades.

A alegria desse evento não deve ser maior do que a alegria de sabermos que pessoas têm conhecido o Salvador e que nossos irmãos continuam firmes em sua fé.

Acesse http://www.portasabertas.org.br/DIP/dip_2010/pos.asp e faça download da Campanha de 30 dias de oração pelos três países mencionados neste texto. São 10 dias de intercessão por cada um deles.

Os cristãos da igreja sabem o que é ser parte de um time. Não fique apenas torcendo, entre no jogo!

Portas Abertas nos ofereceu este artigo,
com exclusividade, para a publicação no
Genizah Almanaque.

Encorajamos que você o reproduza
em seu blog ou site e divulgue:
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Luciano Ferrari
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A tragédia do Alagoas: Entre jabulanis e vuvuzelas, o caos no agreste

Por Leonardo Gonçalves

A mediocridade do povo brasileiro pode ser medida pelo tamanho do descaso praticado com o seu semelhante. Enquanto todos comentam a “mao santa” do jogador Luis Fabiano, o número de mortos no estado do Alagoas já é de 29, e dado o volume de águas e a quantidade de pessoas desaparecidas, é possível que esta tragédia seja ainda maior que a vivida no Rio de Janeiro em abril deste ano. Se considerarmos que a tragédia no Rio foi o quinto maior desastre natural provocado por enchente no mundo, podemos concluir que a situação é mesmo caótica.

Segundo reportagem publicada hoje no jornal O Globo, um fundo de 70 milhões havia sido designado para prevenção de tragédias naturais. Destes, mais da metade foi destinada ao estado da Bahia. Curioso é o fato de que Alagoas não tenha recebido um centavo sequer, para investir em obras de prevenção, descaso público que redundou no caos que hoje se vive nos 30 municípios afetados.

Não bastasse tudo isso, também estamos em ano de eleições, mas nem os governos estaduais e federais parecem ser a pauta do dia, uma vez que vivemos no Brasil a expectativa do hexacampeonato. Afinal, o que pode importar mais que 22 marmanjos milionários correndo atrás de uma jabulani, o barulho ensurdecedor das vuvuzelas e a campanha “Cala Boca, Galvão!” no twitter com suas #hashtags?

Fonte: [Púlpito Cristão]

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Luciano Ferrari
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Desigrejados, um exemplo a ser seguido?

Por Marcio de Souza

Um pastor renomado no cenário paulistano, declarou que os desigrejados são um exemplo para quem congrega em igrejas tradicionais. A afirmação é controvertida e desanimadora pra quem como eu acredita na Igreja. Ao afirmar que a enormidade de pessoas que não congrega na igreja tradicional (formalmente) está correta em suas posturas antiliderança (ele chama isso de rejeitar os desmandos das estruturas de poder eclesiástico) o nosso amigo aí, avaliza o modelo de igreja sem um líder formal.

Isso no mínimo é perigoso, visto que o modelo de Igreja de Atos por exemplo nos mostra pastores coordenando a Igreja, abrindo eleições para diaconato, ajudando o povo a se organizar para que haja igualdade e institucionalizando o que não dá pra permanecer informal, senão vira bagunça.

Outra afirmação desse senhor é que os desigrejados “rejeitam a incoerência”. Rejeitar a incoerência sem congregar não seria uma incoerência? Além disso, a colocação foi no mínimo infeliz em comparar a intensidade de rejeitar incoerência com a mesma intensidade com que buscam a Deus. Ato falho, no mínimo. Como posso ser intenso sendo brasa fora do braseiro como diriam os irmãos pentecostais?

Não concordo com tanta informalidade e creio que nem a Bíblia assim o faz. Se fosse diferente, se Deus desprezasse a autoridade e a instituição, não levantaria apóstolos, mas deixaria a doutrina da igreja nas mãos de qualquer um que apenas simpatizasse com o evangelho, já que rejeitar a incoerência significa em outras palavras rejeitar a autoridade não haveria necessidade na formação do canon por exemplo do quesito apostolicidade, seria necessário apenas o quesito “coerência”. Tem coisa mais incoerente?

O discurso de que não importa se você congrega na “Cristo em casa” ou na igreja formal o importante é que você tenha uma cabeça boa é muito bonito, mas nada eficaz, visto que, na maioria das vezes o ser humano é o que o meio faz dele. A comunhão com gente imperfeita que vive buscando melhorar comunitariamente é essencial para uma fé saudável e o convívio com gente amargurada que vive a contestar tudo, desde a postura do pastor até a cor da parede da igreja faz de você um murmurador e não um adorador. Sejamos realistas, andar com gente que acredita no Evangelho de Cristo é andar com gente que acredita na comunhão, na igreja. Não posso desacreditar da Igreja, porque Cristo ainda acredita nela.

E no mais, tudo na mais santa paz!

Fonte [Púlpito Cristão]

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Luciano Ferrari
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Jesus não era Cristão

Muita gente pensa que sim. Todavia, a religião de Jesus não era cristianismo. Explico. Jesus não tinha pecado, nunca confessou pecados, nunca pediu perdão a Deus (ou a ninguém), não foi justificado pela fé, não nasceu de novo, não precisava de um mediador para chegar ao Pai, não tinha consciência nem convicção de pecado e nunca se arrependeu. A religião de Jesus era aquela do Éden, antes do pecado entrar. Era a religião da humanidade perfeita, inocente, pura, imaculada, da perfeita obediência (cf. Lc 23:41; Jo 8:46; At 3:14; 13:28; 2Co 5:21; Hb 4:15; 7:26; 1Pe 2:22).

Já o cristão – bem, o cristão é um pecador que foi perdoado, justificado, que nasceu de novo, que ainda experimenta a presença e a influência de sua natureza pecaminosa. Ele só pode chegar a Deus através de um mediador. Ele tem consciência de pecado, lamenta e se quebranta por eles, arrepende-se e roga o perdão de Deus. Isto é cristianismo, a religião da graça, a única religião realmente apropriada e eficaz para os filhos de Adão e Eva.

Assim, se por um lado devemos obedecer aos mandamentos de Jesus e seguir seu exemplo, há um sentido em que nossa religião é diferente da dele.
Quando as pessoas não entendem isto, podem cometer vários enganos. Por exemplo, elas podem pensar que as pessoas são cristãs simplesmente porque elas são boas, abnegadas, honestas, sinceras e cumpridoras do dever, como Jesus foi. Sem dúvida, Jesus foi tudo isto e nos ensinou a ser assim, mas não é isso que nos torna cristãos. As pessoas podem ser tudo isto sem ter consciência de pecado, arrependimento e fé no sacrifício completo e suficiente de Cristo na cruz do Calvário e em sua ressurreição – que é a condição imposta no Novo Testamento para que sejamos de fato cristãos.

Este foi, num certo sentido, o erro dos liberais. Ao removerem o sobrenatural da Bíblia, reduziram o Jesus da história a um mestre judeu, ou um reformador do judaísmo, ou um profeta itinerante, ou ainda um exorcista ambulante ou um contador de parábolas e ditos obscuros que nunca realmente morreu pelos pecados de ninguém (os liberais ainda não chegaram a uma conclusão sobre quem de fato foi o Jesus da história, mas continuam pesquisando…). Para os liberais, todas estas doutrinas sobre o sacrifício de Cristo, sua morte e ressurreição, o novo nascimento, justificação pela fé, adoção, fé e arrependimento, foram uma invenção do Cristianismo gentílico. Eles culpam especialmente a Paulo por ter inventando coisas que Jesus jamais havia dito ou ensinado, especialmente a doutrina da justificação pela fé.

Como resultado, os liberais conceberam o Cristianismo como uma religião de regras morais, sendo a mais importante aquela do amor ao próximo. Ser cristão era imitar Cristo, era amar ao próximo e fazer o bem. E sendo assim, perceberam que não há diferença essencial entre o Cristianismo e as demais religiões, já que todas ensinam que devemos amar o próximo e fazer o bem. Falaram do Cristo oculto em todas as religiões e dos cristãos anônimos, aqueles que são cristãos por imitarem a Cristo sem nunca terem ouvido falar dele.

Se ser cristão é imitar a Cristo, vamos terminar logicamente no ecumenismo com todas as religiões. Vamos ter que aceitar que Gandhi era cristão por ter lutado toda sua vida em prol dos interesses de seu povo. A mesma coisa o Dalai Lama e o chefe do Resbolah.

Não existe dúvida que imitar Jesus faz parte da vida cristã. Há diversas passagens bíblicas que nos exortam a fazer isto. No Novo Testamento encontramos por várias vezes o Senhor como exemplo a ser imitado. Todavia, é bom prestar atenção naquilo em que o Senhor Jesus deve ser imitado: em procurarmos agradar aos outros e não a nós mesmos (1Co 10:33 – 11:1), na perseverança em meio ao sofrimento (1Ts 1:6), no acolher-nos uns aos outros (Rm 15:7), no andarmos em amor (Ef 5:23), no esvaziarmos a nós mesmos e nos submeter à vontade de Deus (Fp 2:5) e no sofrermos injustamente sem queixas e murmurações (1Pe 2:21). Outras passagens poderiam ser citadas. Todas elas, contudo, colocam o Senhor como modelo para o cristão no seu agir, no seu pensar, para quem já era cristão.

Não me entendam mal. O que eu estou tentando dizer é que para que alguém seja cristão é necessário que ele se arrependa genuinamente de seus pecados e receba Jesus Cristo pela fé, como seu único Senhor e Salvador. Como resultado, esta pessoa passará a imitar a Cristo no amor, na renúncia, na humildade, na perseverança, no sofrimento. A imitação vem depois, não antes. A porta de entrada do Reino não é ser como Cristo, mas converter-se a Ele.

Autor: Augustus Nicodemus Lopes
Fonte: [ Ó Tempora, Ó Mores ]

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Luciano Ferrari
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Deitado eternamente em berço esplêndido…

Por Avelar Jr.

Impressionante vermos a inconsistência do povo Brasileiro. Estamos em ano de Copa e, de repente, saem do armário milhões de patriotas prontos a defender seu país. Entretanto, esse patriotismo se traduz em apenas torcer pelo Brasil na Copa do Mundo. O brasileiro trata com desprezo temas de suma relevância como a política, que, no velho adágio popular, juntamente com o futebol e a religião, “não se discutem”.

Esquecemos que é ano de eleições, que este ano compareceremos às urnas para decidir o futuro do nosso estado e do nosso país pelos próximos quatro anos. Deixamos de lado que estaremos constituindo os nossos representantes, que irão: criar as leis federais e estaduais que somos obrigados a cumprir; fiscalizar o dinheiro público que se destina ao serviço da coletividade; que cuidarão da relação do nosso país com os demais países; que se tornarão a nossa voz para defender nossos direitos e interesses contra a injustiça; que aplicarão recursos do estado para cuidar da nossa saúde, segurança, educação… É importante, não é?

Estamos todos prontos a defender a nossa escalação da seleção, conhecemos o nome de todos os jogadores, o que fazem, como jogam, em que time e posição jogam, se deveriam ser ou não convocados para integrar a seleção, se estão passando por uma boa ou má fase… Somos técnicos à distância… Torcedores apaixonados… Canarinhos de alma. Mas será que damos a mesma atenção àqueles que comandarão nosso futuro, a quem damos muito poder sobre nossas vidas nessa chamada democracia?

Agora você…

Você se lembra em quem votou nas últimas eleições federais e estaduais? Você sabe o que seus candidatos fizeram e estão fazendo? Você se recorda dos compromissos por eles assumidos durante a campanha, se eles foram cumpridos durante o mandato e se eles chegaram a cumprir todo o mandato para o qual foram eleitos? Você sabe quais cargos iremos ajudar a preencher em outubro? Você sabe qual a importância de cada vaga eletiva e para que serve cada cargo na administração do país? Você já começou a se preocupar com quem vai eleger, se tem algum motivo para ser ou não votado, etc? O que você leva em conta na hora de escolher um candidato?

Assustador darmos tanto relevo a uma seleção desportiva que não é eleita por voto popular, não tem importância alguma para nossa vida, nossos relacionamentos, nossa família, nossa fé, nossos bairro, cidade, estado, país, trabalho… e, principalmente, que, ganhando ou perdendo, não pesa em nada no nosso bolso (como se tudo o mais não fosse importante para você).

A seleção não vai lutar para garantir sua segurança, não vai enfrentar os bandidos, não vai comprar a vacina para o seu cachorro, ou levar seu filho ao posto de saúde; ela não vai comprar remédios para os enfermos de sua casa, cadernos e material escolar para seus filhos, melhorar o transporte público que você usa para trabalhar ou tapar os buracos das rodovias.

Nada contra ser torcedor. Mas tudo que é importante deve ter seu devido lugar em nossas vidas. Daqui a pouco a TV vai silenciar sobre os escândalos, o dinheiro vai rolar nos bastidores para ajudar nisso, a lábia eleitoreira vai inventar revelações dos púlpitos das igrejas, o povo vai se rasgar e encher a cara, as ruas vão estar com os buracos tapados de verde e amarelo, o grito da torcida vai abafar o gemido dos agonizantes do SUS, a violência vai continuar fazendo vítimas, crianças vão continuar mendigando nos semáforos e sendo assediadas para o mundo das drogas… Mas Galvão Bueno vai gritar “Gooool!” na televisão e tudo o mais desvanece.

Que bom! Assim podemos deixar de lado a chatice da política, liberar o grito de euforia, correr pra o abraço e encontrar um bom lugar no picadeiro, para assistir ao espetáculo de pão e circo de cada quatro anos, com o qual nos presenteia a mídia… Afinal, temos sido brasileiros, “com muito orgulho e com muito amor” e estamos deitados “eternamente em berço esplêndido”.

“Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” – Efésios 5.14-16

Autor: Avelar Ir.
Fonte: [ Púlpito Cristão ]
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Luciano Ferrari
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A logo da Copa de 2014 é uma mensagem subliminar favorável ao espiritismo?

Tem gente que viaja na maionese com uma velocidade espantosa. Na verdade, algumas pessoas conseguem ver chifre em cabeça de cavalo. A última agora, é a afirmação de que a LOGO da Copa de 2014 faz apologia ao médium CHICO XAVIER. A interpretação espiritualista da LOGO se esparramou pela rede de relacionamento TWITTER, levando muitas pessoas a questionarem o seu real sentido. E você? O que acha disso? Viagem da galera ou mensagem subliminar?

Pois é, cada louco com sua mania.

Renato Vargens

Fonte: [ Blog do autor ]

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Luciano Ferrari
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