O EVANGELHO DO “E DAÍ?”

Maurício Zágari, no blog Apenas

O pastor e escritor Tim Keller foi indagado certa vez por um jovem que estava ingressando em um seminário teológico sobre que conselho ele poderia lhe dar, tendo em vista que começaria a se aprofundar em teologia. A resposta de Keller foi: “Sempre se pergunte ‘e daí?’”. Desde que li esse conselho, ele passou a fazer parte constante das minhas reflexões e começou a nortear minha autocrítica. Toda vez que leio um artigo ou um livro, que ouço um sermão ou escuto um palestra, que assisto a um vídeo ou sou convidado para um evento, invariavelmente me pergunto: “E daí?” – ou seja: é realmente importante e relevante? Se a resposta não for muito frutífera, descarto, ignoro ou passo para a próxima. Mas não só no que se refere ao que os outros produzem, isso vale especialmente para mim. E deixo a sugestão: que passe a valer para você também.

Deixe-me, primeiro, cortar na própria carne. Confesso que é bem frequente acontecer o “e daí?” quando escrevo os textos para o APENAS: começo a redigir um post sobre algo que me parece interessante, mas, de repente, me pergunto “e daí?”… e desisto de prosseguir escrevendo. O mesmo vale para ideias que tenho para livros. Meu pensamento é que, se aquilo não tem uma consequência real na vida das pessoas, se não vai promover edificação, exortação ou consolo, o melhor é não ir adiante. Não quero ser conhecido pelo que escrevo: quero que o que escrevo seja conhecido. E que tenha consequência.

A tentação de entrar por temas teológicos cabeludos, por exemplo, é grande, mas, então, percebo que discutir determinados assuntos será apenas demonstração de vaidade intelectual, sem aplicações práticas… e desisto. Deleto o texto e procuro tratar de algo que de fato tenha consequência na vida de quem me lê. O conflito do “e daí?” é constante, mas tem me poupado de fazer parte do grupo das pessoas que falam, falam e falam sobre temas que não vão fazer nenhuma diferença na vida da dona Maria ou do seu José. Pior: não vão glorificar Deus. Serão puro blá-blá-blá destinado ao envaidecimento pessoal.

Outra área em que o “e daí?” tem sido um magnífico filtro é a das polêmicas. É difícil transitar pelo universo virtual sem deparar com todo tipo de controvérsia ligada à fé. Dá vontade de emitir opinião, criticar, se posicionar para defender a “minha verdade”, como já fiz muito no passado. Mas… sabe o que descobri? Que, quando ligo o interruptor do “e daí?”, percebo que 99% das polêmicas só me farão entrar em debates agressivos contra irmãos em Cristo, sem gerar nenhum resultado de fato produtivo para a Igreja ou o reino de Deus. Claro que polêmica dá ibope, faz você ser visto e comentado, te põe em evidência; por isso tantos cedem à tentação de ir por esse caminho. Para mim? Não, obrigado.

Nosso tempo é muito curto, meu irmão, minha irmã. As horas do nosso dia são preciosas demais e o tempo não volta atrás. Por isso, cada hora da sua vida é valiosa e precisa ser vivida com aquilo que é pão. E isso vale tanto para o que produzimos quanto para o que absorvemos. Por exemplo: existem bilhões de livros no planeta, como selecionar aquele que ocupará suas horas livres esta semana? Na dúvida, acione o “e daí?”. Programas de televisão: vale a pena perder uma hora vendo aquilo que te faz gaguejar na hora do “e daí?” ou seria melhor fazer outra coisa? Passeios, amizades, viagens, eventos, congressos, palestras, programações, prioridades, postagens, redes sociais, escolhas: “E daí?”. Só então tome decisões.

Como vivemos numa cultura em que a mídia, os valores e as pessoas nos dizem o tempo todo que muitas coisas irrelevantes são relevantes, sei que é difícil ter distanciamento suficiente para responder diante de certas atrações: “É… isso não vai somar nada à minha vida ou à dos outros”, e ir fazer outra coisa. Mas, se não começarmos a exercitar a reflexão do “e daí?”, viveremos para o que os outros nos dizem que tem importância e não para o que de fato tem. E, assim, jogaremos no lixo momentos insubstituíveis desse tesouro chamado “vida”.

O “e daí?” tem um nome mais elegante: senso crítico. Ligar o botão do “e daí?” significa, na verdade, ter capacidade crítica de analisar as coisas e saber o que de fato importa e o que é correr atrás do vento. Se conseguir pôr seu senso crítico em prática diariamente, afirmo sem medo de errar que você se tornará uma pessoa mais culta e ponderada, que absorve aquilo que de fato vale o nosso tempo, que produz o que fará diferença no mundo e que passará pela vida deixando um legado que não será comido pela traça e a ferrugem, mas que permanecerá pelas gerações. O senso crítico na hora das suas decisões é, em grande parte, o que fará de você alguém que valeu a pena vir ao mundo.

Ed Rene Kivitz no The Noite com Danilo Gentili

Danilo bate um papo do bem com três líderes cristãos. O Padre Zezinho, da Igreja Católica Romana, o Pastor Ed Rene Kivitz da Igreja Batista e com Padre Basílio, que é da Igreja Ortodoxa Grega.

Enfim, alguém com um programa de alcance nacional começa a convidar pastores, teólogos e ativistas cristãos com verdadeira relevância, fora deste esquema gospel. Depois do Caio, o Ed, que siga assim!

Qual a Magia da Virada de Ano?

Como eu gosto de escrever com base em textos bíblicos estou meio que sem inspiração para escrever sobre o ano novo. Onde nas Escrituras eu poderia encontrar uma passagem, uma narrativa, um salmo ou qualquer outra referência que me desse o apoio para escrever que a passagem de um ano para o outro representa um novo começo, uma vida nova, a hora de tomar resoluções, uma espécie de momento mágico de virada onde as coisas que deram errado em 2014 ficaram para trás e tudo se faz novo em 2015?

Eu sei que não preciso de um versículo explícito sobre um assunto para poder falar dele biblicamente, se tão somente eu puder derivar de vários textos o conceito em foco. Mas mesmo assim continuo com problemas. Não encontro no Antigo Testamento nenhuma referência de que a mudança de um ano para o outro tivesse qualquer significado meio que miraculoso. Ao que parece, os judeus marcavam a passagem de um ano para o outro (que acontecia no primeiro dia do sétimo mês, aparentemente) com uma convocação ao som de trombetas para uma reunião solene, onde eram oferecidos sacrifícios ao Senhor (cf. Lev 23:23-25; Num 29:1-6).

Existe muita polêmica entre os estudiosos sobre o Ano Novo judaico, quanto à data e à maneira como era celebrado. A razão principal é a falta de maiores informações sobre o evento, diante da enorme quantidade de informações sobre as festas religiosas como Páscoa e Pentecostes, o que mostra que a festa de Ano Novo não era tão importante assim. De qualquer forma, o Ano Novo era celebrado em Israel como um memorial ao Senhor, com direito a sacrifícios e convocação com trombetas. Não encontro nada que diga que os israelitas prometiam que naquela convocação fariam no novo ano aquilo que não fizeram no ano findo. Na verdade, o que encontro é que os israelitas tinham que amar a Deus e fazer a vontade dele o ano todo, cada ano de suas vidas. A celebração era provavelmente de gratidão a Deus.

No Novo Testamento não encontramos absolutamente nenhum sinal de que os cristãos celebravam a passagem de ano. Mas, tem uma reclamação de Paulo de que os crentes da Galácia, seguindo costumes judaicos, estavam guardando “dias, e meses, e tempos, e anos” (Gal 4:10).

Posso entender os cultos e festividades do Ano Novo como expressões culturais dos cristãos que aproveitam a oportunidade para fazer um balanço espiritual de suas vidas e igrejas no ano findo e propósitos e alvos para o ano que chega. Mas sempre fica a pergunta: se eu não estou andando com Deus em 2014, devo esperar a virada do ano para prometer fazer em 2015 aquilo que não fiz o ano todo? O que a Bíblia me diz é que “hoje” é o dia da salvação e que “agora” é o tempo de arrependimento e retorno a Deus, e que devo buscar ao Senhor “enquanto” eu posso achá-lo (Isa 55:6; 2Cor 6:2; Heb 3:13).

Uma das primeiras das 95 teses de Lutero foi que o arrependimento (penitência) é um estado de espírito constante no cristão e não uma mortificação pontual feita no confessionário ou na hora da missa – ou na virada do ano, se posso acrescentar uma palhinha…

Apesar de tudo, podemos aproveitar o momento cultural de maneira positiva, para render graças a Deus pelas bênçãos derramadas no ano findo. E pedir que Ele nos abençoe no ano que se inicia. Aqui vai minha sugestão de uma oração a ser feita na virada do ano:

Senhor, te dou graças por todas as bênçãos recebidas em 2014. Peço perdão de todo coração por todas as coisas erradas que fiz e pelas certas que deixei de fazer neste ano que finda [talvez aqui fosse bom fazer uma lista para deixar claro que não é só conversa]. Suplico a tua graça e misericórdia para que eu possa andar nos teus caminhos em 2015, para que eu possa me arrepender e me corrigir imediatamente após meus erros, e para que eu não fique achando desculpas e adiando aquilo que eu sei que devo fazer, de maneira que na virada para 2016 eu não tenha que vir fazer esta oração de novo. Em nome de Jesus, amém”.

Um abençoado 2015 a todos.

O que acontece depois da morte?

O entendimento sobre o que acontece depois da morte pode ser confuso. A Bíblia não é explícita quanto ao momento exato no qual alguém vai alcançar seu destino eterno e final. A Bíblia nos diz que depois do momento da morte, a pessoa é conduzida ao Céu ou Inferno com base no fato de ter ou não recebido Cristo como seu Salvador. Para os crentes, o período após a morte significa estar ausente do corpo e presente com o Senhor (II Coríntios 5:6-8; Filipenses 1:23). Para os não crentes, o período após a morte significa punição eterna no Inferno (Lucas 16:22-23).

Exatamente neste ponto é que se faz confusa a questão a respeito dos acontecimentos depois a morte. Apocalipse 20:11-15 descreve todos os que estiverem no Inferno sendo lançados no lago de fogo. Os capítulos 21 e 22 de Apocalipse descrevem um Novo Céu e Nova Terra. Por isso, o que parece é que, a partir do momento após a morte até a ressurreição final, a pessoa reside em um Céu ou Inferno “temporários”. O destino final da pessoa não mudará, mas o “local” preciso no qual passará este destino mudará. Em algum momento depois da morte, os crentes serão enviados ao Novo Céu e Nova Terra (Apocalipse 21:1). Em algum momento depois da morte, os não crentes serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:11-15). Estes são os destinos finais e eternos de todas as pessoas – totalmente baseados no fato de cada pessoa ter ou não confiado somente em Jesus Cristo para salvação de seus pecados.

Pedale!

Recentemente um grande amigo com o qual não falava há muito tempo me enviou a seguinte mensagem:

“Esta semana estava verificando alguns materiais e encontrei um email teu que eu havia impresso. Título: Pedale!
Falava sobre a presença de Deus na Vida. Uma boa lembrança. Sempre obrigado por aquele email. A gente precisa!”

Agora sege o texto para que você reveja também:

Pedale!

Em princípio, eu via Deus como um observador, um juiz que não perdia de vista as coisas erradas que eu fazia. Desse modo, quando eu morresse, ele saberia se eu merecia ir para o Céu ou para o Inferno. Ele estava sempre lá, como um presidente. Eu reconhecia a imagem dele quando a via, mas não o conhecia de verdade.

Mas, mais tarde, quando eu o conheci melhor, pareceu que a vida era como um passeio de bicicleta para duas pessoas e percebi que Deus estava no banco de trás, me ajudando a pedalar.

Não me lembro quando ele sugeriu-me que trocássemos de lugar, e a vida não foi a mesma dede então … A vida com o seu poder superior tinha se tornado muito mais excitante! Quando eu detinha o controle, sabia o caminho. Era um tanto entediante, mas previsível – sempre a distância mais curta entre dois pontos. Mas quando Deus assumiu a liderança (ele conhecia atalhos maravilhosos) passei a subir montanhas e atravessar terrenos pedregosos em velocidade vertiginosa! Tudo que eu podia fazer era seguir em frente! Embora tudo aquilo parecesse loucura ele ficava dizendo: “Pedale, pedale!”

Eu ficava preocupado e ansioso, e perguntava: “Para onde o Senhor está me levando?” E Deus apenas ria e não me dava uma resposta e eu me vi começando a confiar nele. Logo me esqueci da minha vida entediante e comecei a participar da aventura. Quando dizia que estava assustado, ele virava-se para trás e tocava minha mão.

Deus levou-me até pessoas com dons de que eu precisava; dons da aceitação e da alegria, dentre outros. Essas pessoas deram-me ajuda a prosseguir na minha jornada. Isto é, nossa jornada, de Deus e minha. E nós partimos novamente. Então ele me disse: “Desfaça-se dos dons, são bagagem extra, pesam demais!” Então eu os dei para as pessoas que encontramos e descobri que quanto mais eu os dava, mais eu recebia! E, além disso, o meu fardo ficava mais leve!

A princípio, eu não confiei muito em Deus quando ele assumiu o controle da minha vida. Achei que ele a destruiria. Mas o Senhor conhecia os “segredos” da bicicleta, sabia como incliná-la para fazer curvas fechadas, pular para evitar lugares cheios de pedras, aumentar a velocidade para encurtar os caminhos difíceis. Também estou aprendendo a calar-me e pedalar nos lugares mais complicados e aprendi a apreciar a paisagem e a brisa fresca em meu rosto com o meu ótimo e constante companheiro, JC.

E quando estou certo de que não posso mais seguir em frente, ele apenas sorri e diz: “Pedale” Faça isso também. Entregue o controle de sua vida a Deus.

Silas Malafaia Comenta Sobre Marina Silva

O site EM publicou a matéria cujo Pastor Malafaia diz que ‘Marina vai pagar pela soberba’, motivo este, pelo fato da candidata não ter apoiado a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo, onde o vice Márcio França também era companheiro de PSB. Leia abaixo:
Pastor Malafaia diz que ‘Marina vai pagar pela soberba’
O pastor Silas Malafaia, uma das lideranças mais influentes entre os evangélicos do País, afirmou há pouco que “Marina vai pagar pela soberba”. Ele disse que a candidata do PSB à presidência esnobou a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo, cujo vice, Márcio França, é do partido dela, e que por isso “cometeu uma afronta à inteligência humana”.
Para o pastor, que votou no início da tarde numa escola na zona norte do Rio, Marina poderia ter chegado com folga ao segundo lugar hoje se não tivesse virado as costas para São Paulo. Presidente do Conselho de Pastores do Brasil, Malafaia deu o seu voto de presidente ao pastor Everaldo (PSC). “Somos amigos há 30 anos. Ele tem limitações ao se expressar, mas é muito bom”, comentou.
Praticamente convicto de que Aécio Neves vai disputar o segundo turno com Dilma Rousseff (PT), Silas Malafaia afirmou que votaria em qualquer um dos candidatos para derrotar Dilma e seu partido. “A chance da Marina seria ela ter uma votação excepcional dos evangélicos, que representam entre 25% e 27% dos eleitores. Mas, pelo jeito, esse voto foi diluído entre os três principais candidatos”, avaliou Malafaia. “Podia ser até o Levy Fidelix contra a Dilma que eu votaria nele. A alternância de poder é salutar para o processo democrático.”
Pela manhã, o pastor comandou um culto para mais de seis mil pessoas na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no bairro da Penha, zona norte do Rio. Depois caminhou por dez minutos até a Escola Municipal Conde de Agrolongo, onde votou. Para ele, o atual processo eleitoral tem demonstrado que “os evangélicos estão agora antenados muito mais do que em todos os processos anteriores”.
Silas Malafaia chegou a estar no centro dos debates por ter criticado em uma rede social o programa do PSB com relação ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Isso motivou a candidata Marina Silva a determinar a mudança no texto. Nos últimos dias, o pastor também esteve envolvido em outra polêmica, dessa vez com a presidente Dilma Rousseff, ao dizer, também por meio de redes sociais, que ela seria simpática à ação de terroristas do Estado Islâmico.
Fonte: EM.

Uma Crítica à Teoria da Evolução

Exclusiva com Reinhard Junker, autor do livro didático mais completo contendo uma crítica à teoria da evolução

Ele é autor do livro didático mais completo contendo uma crítica da teoria da evolução.

O livro cobre disciplinas como Biologia, Paleontologia, Evolução e Epistemologia.

Foi escrito em conjunto com outros cientistas respeitados, tais como Siegfried Scherer, professor de microbiologia da Universidade Técnica de Munique, Alemanha.

O livro recebeu ampla divulgação.

A SWR, instituição pública de rádio e televisão do sudoeste da Alemanha, garante que “as perguntas que Reinhard Junker e Siegfried Scherer fazem à teoria de Darwin [no livro Evolução – Um livro texto crítico], indicam problemas que ainda precisar ser resolvidos”.

Cristão. Casado. Pai de cinco filhos.

Diretor da Studiengemeinschaft Wort und Wissen e.V., organização de pesquisa cristã com sede na Alemanha.

Cientista e Teólogo.

Fez seu doutorado em Teologia Interdisciplinar em Leuven, Bélgica.

Autor de inúmeras outras publicações na área de teologia e evolução.

Possui experiência única nos assuntos “teologia” e “evolução”.

E ele a conta aqui em entrevista exclusiva.

Reinhard Junker.

ORIGEM DA VIDA

Vamos começar definindo a diferença entre um sistema vivo e um sistema não vivo.
Os biólogos têm “arrancado os seus cabelos” para responder a esta pergunta. Ninguém ainda descobriu uma clara definição de “vida”, embora cada um saiba intuitivamente aquilo que “é” e “não é” vida. Claro que existem manifestações típicas de vida, tais como metabolismo, estímulo ou crescimento. Mas cada um desses indicadores da existência de vida também pode existir em coisas inanimadas. Uma característica especial dos seres vivos é a posse de estruturas apropriadas e com propósito e a capacidade de se manter contra resistências e influências desfavoráveis e não ser um joguete passivo das circunstancias externas.

Quais são as hipóteses mais comuns que os cientistas têm proposto para procurar explicar a origem da vida?
Existem basicamente apenas duas hipóteses a respeito da origem da vida: uma diz que a vida só vem da vida, e que a vida surgiu pela primeira vez por um ato criativo de Deus. Em contraste, muitos tentam um ponto de vista naturalista, de acordo com o qual a vida surgiu por si só, com base em processos naturais cegos. No entanto, todas as tentativas naturalistas falharam. O problema é que não é possível sequer produzir os complexos blocos individuais dos seres vivos sem qualquer agente externo. O nosso conhecimento sobre as leis da química torna isso compreensível. Por exemplo, as sínteses químicas somente são possíveis com a ajuda de aparato experimental sofisticado. Uma vez que mesmo para produzir proteínas, por exemplo, seja necessário planejar e agir com propósito, então há um forte indício que a origem da primeira vida somente tenha sido possível através de um plano, um propósito e um Criador. Para mim, essa é a única explicação, e que eu também acho muito esclarecedora.

O senhor está argumentando que vida produzida em laboratório seria algo estupendo, mas não explicaria necessariamente a origem histórica da vida e também não descartaria o design? Por que?
Se a vida pudesse ser produzida em laboratório, isso de fato seria algo surpreendente e grandioso. Atualmente estamos muito longe disso. Os bioquímicos conseguiram até agora somente incorporar material genético novo em organismos unicelulares já existentes. Mas “criar” vida significaria começar a criar células vivas a partir das moléculas mais simples. Se isso fosse possível, isso não seria uma evidência de que a origem natural da vida seja possível a partir de matéria morta – pelo contrário: Hoje está mais claro que nunca, que somente com a utilização de grande inteligência e enormes esforços técnicos seja possível criar pelo menos as principais macromoléculas da vida. Em última análise, é como sempre: só há vida, onde antes já havia vida; neste caso, orientada pelo propósito de bioquímicos.

EVOLUÇÃO

Como funciona a teoria da evolução? O que a evolução afirma?
A afirmação básica da teoria da evolução é que todos os seres vivos descendem de formas diferentes e que surgiram inicialmente de simples organismos unicelulares. Os primeiros seres vivos teriam surgido através de simples processos físico-químicos a partir de simples materiais não-vivos. Pertence ainda a essa ideia, que o processo de mudança seja resultante somente de processos cegos e não guiados, tais como a mutação e a seleção; presume-se que não houve input criativo e orientado. É dito que a evolução ocorreu através de leis naturais, sem intervenção externa. Nisso também está incluso a origem do homem e de seus atributos.

Quais são os principais problemas da evolução?
Não está claro como a primeira criatura pode ter surgido por si só. Todo o conhecimento químico fala contra o fato que mesmo as moléculas mais importantes da vida, tais como o DNA e as proteínas, tenham surgido em uma “sopa primordial” ou em condições somente naturais. Também não está claro como novos órgãos, novas vias metabólicas ou novas “máquinas moleculares” existentes nas células, poderiam ter surgido a partir de meros processos naturais. Para isso acontecer seria necessário que muitas peças tenham sido alteradas simultaneamente. Os processos biológicos que conhecemos são insuficientes para explicar isso.

No registro fóssil, novos grupos de animais e plantas surgem repetidamente de forma abrupta e em grande diversidade, não gradualmente com o aumento lento da diversidade. Isso não se encaixa no pressuposto de um desenvolvimento evolutivo gradual.

Se a evolução for aceita, então deveríamos aceitar que inúmeros órgãos complexos tenham surgido repetidamente de forma independente com formas similares (por exemplo, o cristalino). Isso não é de se esperar em um processo natural, cego e não guiado.

Talvez o registro fóssil esteja incompleto. Quem sabe como a história natural poderá ser reescrita na semana que vem através da descoberta de um fóssil em algum lugar?
Basicamente é sempre possível que novas descobertas fósseis lancem fora ideias anteriores sobre a história dos seres vivos. No entanto, já existem uma infinidade de fósseis, dos quais podem ser lidas algumas tendências. Estas incluem sequencias similares em todo o mundo (que se encaixam bem na evolução, embora não provem a evolução) e o surgimento abrupto e súbito de grupos fosseis inteiros (que não se ajusta bem à evolução, mas à criação). Essas tendências grosseiras não seriam alteradas por descobertas individuais; daí já seriam necessárias muitas descobertas surpreendentes. No entanto, no quadro atual, algum achado que não corresponda aquilo que já existe poderia trazer perguntas para as interpretações anteriores.

É possível que os organismos que existiram antes da explosão dos fósseis eram muito pequenos ou que os seus corpos eram muito moles para deixar qualquer traço no registro fóssil?
Isso não é provável, já que existem fósseis preservados nas camadas abaixo da explosão cambriana, que consistem apenas de tecidos moles. Há também organismos muito pequenos e muitos micro-organismos no registro fóssil. A pequenez ou a fraca capacidade de preservação não são, portanto, explicações convincentes para que não sejam encontrados os esperados planos corporais dos seres vivos do Cambriano.

Como o senhor explica o registro fóssil?
Eu procuro entender o registro fóssil à luz de uma breve história da Terra, no contexto das grandes perturbações geológicas da história da Terra. Entretanto, eu e meus colaboradores não conseguimos explicar completamente o registro fóssil, mas somente parcialmente em algumas áreas. Não está claro para nós, como podemos articular o dilúvio bíblico com a sucessão fóssil dos seres vivos. Pesquisadores, inspirados pela Bíblia, tem sugerido diferentes modelos, mas que deixam questões-chave em aberto. Portanto, devemos notar que ainda nos faltam importantes insights acerca da história da Terra.

Após anos estudando o assunto, quando o senhor considera as evidências científicas mais recentes (incluindo as evidências do registro fóssil), qual é a sua conclusão acerca da evolução?
Minha opinião sobre a evolução não depende apenas de resultados científicos, mas também da minha compreensão dos textos bíblicos da criação. Considero que as descobertas científicas mais recentes sejam inconsistentes com relação a uma interpretabilidade pela evolução. Ainda que o registro fóssil mostre uma sequência que se ajusta bem à evolução, ele também apresenta o surgimento súbito de grupos de plantas e de animais, o que não é esperado no pressuposto da evolução. A pergunta pelos mecanismos da macroevolução ainda não está clara, apesar de grandes esforços e muitas abordagens novas. E parece bastante ruim a questão da origem da vida. Aquilo que sabemos acerca da origem química da vida, fala claramente que a vida somente pode surgir da não-vida através de um input intelectual.

Design foi a sua melhor hipótese para origem da vida. Qual é a sua melhor hipótese para evolução?
Existem apenas essas duas hipóteses [design e naturalista] e algumas variantes. Não há qualquer hipótese de uma origem natural da vida que sequer chegue perto em explicar o surgimento da vida da não-vida. Quando se trata da evolução biológica, ou seja, a evolução da vida após a vida já ter surgido, acho que as abordagens evolutivas devam ser versáteis. Mas eu não conseguiria escolher a partir das abordagens existentes uma abordagem favorita.

Deixe-me ver se entendi. Você não está apenas dizendo que a evidência a favor da evolução é fraca e, portanto, deve existir um designer inteligente. Você está sugerindo que há também evidência positiva para um designer.
Todos os fenômenos da vida que carregam consigo sinais de inteligência, como nós conhecemos de nossa própria atividade criadora, são indícios positivos para um Designer. Nós encontramos, em diferentes níveis dos sistemas modulares dos seres vivos, sistemas intencionais, irredutivelmente complexos, tolerante às falhas, com propósito, programas de variação, que possibilitam aos seres vivos se adaptarem às mudanças ambientais. Todas essas são características antevidentes para as quais não existe nenhuma boa alternativa.

O que impede que mais cientistas cheguem a essa conclusão?
A questão da existência de um Criador não é apenas uma pergunta acadêmica, mas existencial. Aquela pessoa que acredita na existência de um Criador, também deverá se perguntar o que este Criador deseja com ela pessoalmente; ela é também exigida pessoalmente. A Bíblia nos explica acerca desse assunto, afirmando que as pessoas naturalmente rejeitam a Deus. É por isso que é necessária a proclamação da Palavra de Deus, para que pessoas sejam ganhas. E, infelizmente, só uma pequena minoria usualmente se deixa chamar [pela Palavra de Deus], ganhando uma base para uma conversão.

… mas você veio com a ideia preconcebida que existe um Deus.
Sim, como é o caso de todos. Ninguém consegue se aproximar da pergunta acerca das origens de uma forma neutra. Entretanto, todas as pessoas podem aprender a responder de uma forma honesta e justa às perguntas técnicas relacionadas às origens, reconhecer a existência de algumas perguntas abertas e reconhecer os bons argumentos dissidentes. Apesar do inevitável viés, é possível treinar a si mesmo para ver o mundo a partir da perspectiva da outra pessoa para testar as suas próprias crenças.

Como a existência de Deus influência a sua vida diária?
Quando eu busco a Deus em oração, eu chamo por aquele que criou o céu e a terra e tudo que nela há, inclusive a mim. Eu sei que posso contar com Aquele que é o Criador e que possui toda a autoridade no Céu e na Terra. Isso ajuda a sempre estar confiante de que Deus, mesmo em circunstâncias aparentemente sem esperança, possui um caminho para mim. Eu também posso respeitar e aceitar os meus limites como uma criatura. Para mim, afirmações acerca de Deus como Criador, como no Salmo 94:9, são importantes: “Aquele que fez o ouvido não ouvirá? E o que formou o olho, não verá?”

As greves, o Mensalão e o Facebook

Por: José Aparecido dos Santos (Cido) 

 
A era da informação nos permite saber de quase tudo o que acontece no mundo com uma velocidade sem precedentes na história humana. Tudo isto através do que lemos e vemos nas redes sociais, blogs, jornais, revistas, tv, mensagens de celular, e até do  que ouvimos sem querer, ou querendo – como acontece na maioria das vezes –, das conversas dos outros nos trens e ônibus. Por outro lado, este sem número de informações também produz confusão, quando não apatia nas pessoas diante de tantas novas. Especificamente sobre o cenário político, são tantos escândalos e denúncias que o cidadão reage, de forma confusa em seus sentimentos e opiniões, não conseguindo, na maioria das vezes, estabelecer qualquer relação com seu cotidiano. Éassustador, mas convenhamos, quem vai conseguir pensar que tenha algo a ver o voto de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, que faz as vezes de advogado de defesa de um réu acusado de inúmeros crimes contra o patrimônio público, com o angustiante atraso em liberar o corpo de um ente querido seu, por parte dos funcionários do IML que estão em greve.

No dia 2 de agosto teve início no STF o julgamento de uma série de pessoas acusadas de fazerem parte de um enorme Esquema de compra de votos de parlamentares durante o governo Lula. O ministro Ricardo Lewandowski votou pela absolvição de João Paulo Cunha, ex-deputado (PT SP), candidato a prefeito nas eleições municipais em Osasco. Lewandowski foi indicado pelo ex-presidente Lula. Além de não ser grande surpresa tal posição, ainda teremos votos de outros ministros intimamente ligados ao Partido dos Trabalhadores, entre eles Dias Toffoli que já foi advogado do partido e diretamente ligado a José Dirceu, acusado de ser o mentor do esquema. Mas o que teria a ver a onda de greve deflagada em vários setores, o corpo preso no IML, o voto do ministro e meu perfil no Facebook? Muito, muito mesmo.

Um dia após o voto o ministro declarou: “Eu acho que o juiz não deve ter medo das críticas”, referindo –se às críticas de alguns setores da imprensa mas, principalmente, à enxurrada de manifestações que se deram através da internet. Isto demonstra que muita gente está prestando atenção no que está acontecendo. Que muitos conseguem processar estas informações e se manifestam repudiando e questionado a posição de determinadas autoridades. Situação pouco comum, até então. É justamente aí que entram em cena os assessores de palco, responsáveis por direcionar os holofotes em um outro sentido.

Não é novidade para ninguém que as lideranças sindicais estão ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Foram inúmeros os movimentos grevistas no último mês, em vários setores, gerando um verdadeiro caos à medida em que o momento mais crítico do julgamento vai se aproximando. Aeroportos, Anvisa, polícia civil, servidores, professores e tantos quantos forem necessários para que a atenção do cidadão se volte, se não para as novas notícias, para os problemas que lhe afetam diretamente. No final, novamente quem paga as contas  é o cidadão. Nos sentimos impotentes quando em 2006 o crime organizado parou São Paulo em ataques contra a PM, em retaliação à decisão do governo do estado de desmoronar a articulação da facção criminosa colocando seus líderes em presídios de segurança máxima. Novamente nos encontramos em uma situação muito parecida, em que supostos líderes de um dos maiores esquemas de currupção já denunciado na história do nosso país, correm o risco de serem punidos, um pequeno risco, diga-se de passagem, se considerarmos o retrospecto de tais julgamentos em nosso país e, principalmente o compromentimento político e ideológico daqueles que os julgam. Nos vemos novamente reféns de outro movimento criminoso, que estabelece o caos, não mais em um estado, mas em todo o país. Exercendo pressão sobre as autoridades, tentando influenciar no julgamento, a despeito das reivindicações dos trabalhadores, que se tornam meras moedas de troca nas mesas de negociação.

 Em uma investigação criminosa considera-se o modus operandi, ou seja, a forma de agir do criminoso ou do grupo, para que se possa estabelecer sua relação com outros possíveis crimes. Penso que isto não deveria ser descartado, tamanha a semelhança na forma de agir dos dois grupos acima citados. Estabelece-se o caos e o terror sobre a população na tentativa de determinar as decisões das autoridades no que diz respeito ao julgamento e tratamento dados aos seus líderes.
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Luciano Ferrari
http://simbolodopeixe.blogspot.com
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